<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076</id><updated>2012-02-16T06:33:10.149-02:00</updated><category term='CasaDoJairo'/><category term='coisas'/><category term='WoD'/><category term='eu'/><title type='text'>Sfinen!</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>36</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-1115272971813507259</id><published>2012-02-12T02:26:00.003-02:00</published><updated>2012-02-12T02:33:42.654-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>love hurts</title><content type='html'>Entrei no salão, como sempre faço todos os dias de manhã, mas ainda era madrugada. Atravesso ele até o meu armário no vestiário, troco de roupa, me sento no banco e enrolo as ataduras nas minhas mãos. Como sempre faço. Só que hoje eu não consigo manter o foco em nada.&lt;br /&gt;Só consigo me lembrar do incidente de ontem.&lt;br /&gt;Coloco minhas luvas e começo a bater no saco de areia, mesmo sem prendê-las direito.&lt;br /&gt;Toda a minha raiva foi gasta ontem, arrebentando o maldito que resolveu atravessar o meu caminho.&amp;nbsp;Sei que não devia ter feito isso, mas não tive alternativa.&lt;br /&gt;As luvas se soltam das minhas mãos, mas eu continuo esmurrando.&lt;br /&gt;Só consigo me concentrar na imagem dele batendo na minha namorada.&lt;br /&gt;Meus dedos começam a ficar dormentes, mas eu não paro de bater.&lt;br /&gt;Minha cabeça roda só de lembrar, quando cheguei em casa e vi Silvia amarrada na poltrona da sala e o desgraçado descendo a porrada nela. Não, eu não queria fazer aquilo, mas eu não tinha outra alternativa. Ele olhou pra mim com uma mistura de susto e raiva, e resolveu partir pra cima de mim. Infelizmente ele não fazia idéia do problema que ele tinha arranjado. Ele me acertou com um taco de baseball, eu senti alguma coisa quebrar nas minhas costas, mas a raiva era tanta que não senti a pancada. Rapidamente eu acertei ele com um soco no queixo, forte o suficiente para levantá-lo do chão. Ele caiu em cima de uma cadeira, rolando na direção de uma faca que estava no chão. Eu tentei chutar o seu braço, mas ele foi mais rápido e cortou a minha perna. Aí eu senti dor. Dor suficiente para me derrubar, felizmente eu caí em cima do seu braço. Então ficou tudo mais fácil.&lt;br /&gt;O saco de areia voava de um lado para o outro, eu sentia meus ombros doendo e minhas costelas quebradas estalarem, mas eu seguia batendo.&lt;br /&gt;Da mesma forma que esmurrava o rosto dele. Com todo o treino que tive e com a raiva que estava, não demorou muito para ele apagar, já com o rosto todo desfigurado. Mas a raiva era tanta que eu não conseguia parar de bater, até ele parar de se debater. Então em um segundo eu percebi que ele não mais tentava se defender. Foi quando eu percebi que ele não se mexia. E não respirava. Eu tinha matado ele. Nesse momento eu me lembrei do motivo disso tudo: Silvia. Corri até ela, tentando desamarrar ela em vão, pois meus dedos não estavam obedecendo meu cérebro. Olhei para minhas mãos ensanguentadas e vi que meus dedos estavam quebrados. Desesperado, soltei os nós com os dentes e com muita dor tirei os esparadrapos de sua boca. Nesse momento eu senti todas as dores do mundo em meu corpo, desencadeadas pela dor em meu coração. Silvia me chamava de monstro, de assassino, se afastou de mim, olhou em meus olhos e disse que não queria viver com um animal como eu. Não tive reação. Só conseguia me sentir confuso, sem saber como eu poderia ser tratado assim depois de ter feito o que fiz por ela.&lt;br /&gt;Meus dedos começam a sangrar novamente, eu começo a ficar sem ar e minha cabeça gira, mas eu não paro de bater. O chão fica escorregadio com o sangue que pinga do saco de areia.&lt;br /&gt;Silvia olha pra mim, pega o telefone e chama a polícia, dizendo que tem um homem morto na sua casa e que o assassino estava lá com ela. Eu me sento ao lado do corpo inerte do infeliz que ia fazer sei lá o quê com ela, não acreditando no que estava acontecendo. Olho para ela e pergunto o porquê dessa atitude insana, mas ela não me ouve e continua a me xingar. Eu me levanto tonto e sem fôlego, vou até o nosso quarto para pegar alguma coisa para estancar o sangramento das minhas mãos, então ela me tranca no quarto e grita que a polícia está chegando e eu não posso sair da casa. Eu vou até o banheiro, jogo uma água avermelhada em meu rosto, enrolo a toalha de rosto na minha mão e me sento na cama, com ela gritando na sala.&lt;br /&gt;Começo a bater no saco de areia sem nenhum ritmo, somente descarregando a raiva como se fosse uma arma, atirando até acabarem as balas do pente.&lt;br /&gt;Preciso de ajuda, preciso de alguém para resolver essa bagunça comigo. Bato a mão em meu bolso e não acho meu celular. Ficou na sala. Então vejo a bolsa de Silvia em cima da escrivaninha, com o telefone dela em cima. Pego o telefone e, ao invés de digitar o número do André, eu aperto o SEND direto, chamando o último número discado. Quando percebo meu erro, ouço um telefone tocar... na sala. Ela para de gritar. O telefone em minha mão continua chamando, o telefone na sala continua tocando. Alguém atende e desliga o telefone.&lt;br /&gt;As ataduras em minhas mãos começam a se desfazer, ensopadas de sangue. Eu percebo o amanhecer do dia pela claridade entrando pelas janelas do salão. O dia começa a esquentar o ambiente.&lt;br /&gt;Meu sangue começa a esquentar meu corpo e, num instante de lucidez e insanidade, eu me jogo contra a porta. Ela cede um pouco, eu caio no chão de tanta dor. Me levanto e me jogo de novo, derrubando a porta dessa vez. Silvia está parada no corredor, me olhando desesperada. Eu me levanto e pergunto o porquê disso tudo. Ela não diz nada, e nem precisava. Ela segurava uma faca. Eu queria saber, mas ela não esboçava um milímetro de reação. Então eu peguei o telefone, guardei em meu bolso, sentei na minha cama e disse que iríamos esperar a polícia então. Ela virou as costas, deu dois passos em direção à cozinha, virou-se e correu em minha direção com a faca apontada para mim.&lt;br /&gt;O cheiro de sangue estava me deixando cada vez mais tonto, a dor em minhas costelas estava cada vez mais insuportável, minhas mãos estavam em carne viva, mas eu não conseguia parar de socar. Precisava sentir essa raiva, precisava tirar isso de mim.&lt;br /&gt;Precisava tirar essa idéia da cabeça dela. Então eu só tive uma reação: rolar na cama. Ela passou por mim, gritando como uma louca, caindo em cima da cama segurando aquela faca que estava no meu rumo. Ela pulou na cama, eu tentei puxar a faca dela, mas não consegui. Infelizmente ela não conseguiu também, e caímos no chão berrando um com o outro. Até que ela parou de gritar. E de respirar. Quando consegui rolar para o lado, vi Silvia caída em cima da faca. Que merda. Dois mortos em minha casa, e eu não fui o culpado por nenhum deles. A polícia chegou.&lt;br /&gt;André chegou. Eu caio ajoelhado em frente ao saco de areia, em cima de uma poça de sangue. Ele me levanta e me coloca sentado no banco do salão. Eu conto toda a história pra ele, que me questiona porque eu não havia ligado antes, na hora do acidente. Eu não tinha condições de ligar na hora, só quando resolvi vir para cá. Ele ouviu toda a história e me garantiu que iria me defender perante os tribunais. Então fui ao vestiário trocar de roupa, tirar aquele sangue todo de mim, e saímos de lá.&lt;br /&gt;Saí do apartamento e fiquei na escada esperando a polícia chegar. Dois homens vieram me perguntar se estava tudo bem, eu falei algo incompreensível e eles chamaram a polícia. Novamente. Em vão. Assim que ela chegou, dois policiais me interrogaram, um paramédico cuidava de estancar os sangramentos em minhas mãos e me preparava para me levar ao hospital. A polícia ouviu tudo o que eu disse, viu as armas e os corpos, os telefones com as ligações, e me encaminharam para o hospital para tratamento até que eu fosse à delegacia depor.&lt;br /&gt;Depois de feitos os curativos na ambulância, eu aproveitei um segundo de descuido e saí dali. Peguei meu carro e fui até a academia, dirigindo como se não houvesse amanhã, e talvez não houvesse mesmo.&lt;br /&gt;Estacionei o carro, liguei para o André explicando a situação e pedi que me encontrasse lá.&lt;br /&gt;Entrei no salão, como sempre faço todos os dias de manhã, mas ainda era madrugada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-1115272971813507259?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/1115272971813507259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=1115272971813507259&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1115272971813507259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1115272971813507259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2012/02/entrei-no-salao-como-sempre-faco-todos.html' title='love hurts'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-7536860102903670022</id><published>2011-04-01T01:19:00.001-03:00</published><updated>2011-04-01T01:19:59.912-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WoD'/><title type='text'>ser ou não ser humano</title><content type='html'>Existe um breve momento em que a cidade para. Uns poucos minutos onde não conseguimos ouvir nada, nenhum carro, nem viv'alma andando pelas ruas. Parece que a cidade descansa nessa hora.&lt;br /&gt;E é nessa hora que eu saio de casa.&lt;br /&gt;Desde que me entendo por gente, eu gosto da noite. Nunca fui de fazer muita coisa de dia, sempre preferi ficar quieto em meu canto até anoitecer. Aí eu me agitava. Queria sair de casa a todo custo, andar, correr, passear, fazer qualquer coisa. Até que um dia conheci um velhinho que, dentre outras coisas, me deu armas para manter a ordem das coisas. Sim, hoje eu sou um guardião da noite. Minha missão é manter a ordem entre os mundos, deixando cada lado em seu reino, evitando que a terra vire um campo de batalha.&lt;br /&gt;Só tem um problema: eu sou humano. Sem algumas fraquezas, com alguns outros bônus, mas ainda sou humano. E os dois lados são bem sedutores. Eles sabem como recrutar os humanos, sem alterar o balanço do mundo. E foi justamente aí que eu errei. Sabia que não deveria tomar partido de nenhum dos lados, sabia que não devia me envolver com eles, e sabia que não deveria me apaixonar. Mas infelizmente eu sou humano.&lt;br /&gt;Caí na pior das armadilhas: o amor. Mesmo sabendo que estava agindo errado, fui aprisionado pelas garras dos meus próprios sentimentos. Como eu era um guardião, eu sabia que não poderia continuar com isso de jeito nenhum. Então fiz a única coisa que achava ser sensata: recorri ao outro lado e implorei para me tornar um deles. Antes disso, havia designado um novo guardião para me substituir. Não era um décimo do que eu era, mas iria servir bem ao propósito. Ao meu propósito. Com isso consegui a simpatia deles e iniciei o processo de transformação. Não vou descrever todo o ritual, mas é desnecessário dizer que foi lento, sofrido, dolorido e que eu morri. Só assim poderia me tornar um deles e renegar completamente o outro lado. Só que não foi bem assim.&lt;br /&gt;Ao morrer e me tornar um anjo, deixei minha humanidade toda de lado e, com ela, meus sentimentos humanos. O único problema foi descobrir, da pior forma possível, que o amor não é um sentimento humano. E isso me doeu. Muito. Mais do que todo o sofrimento que passei para virar o que virei.&lt;br /&gt;Então voltei para a terra, mesmo sabendo que não poderia andar entre os humanos normalmente. Mas voltei mesmo assim. Voltei para as minhas caminhadas noturnas, para meu whisky e meu cigarro. Voltei para minha vida medíocre. Mas não estava sozinho.&lt;br /&gt;Sentada em um banco da praça, ela estava ali me esperando, sofrendo por estar tendo que falar com um anjo. Mal sabe ela que a mesma dor que ela estava sentindo, eu também sentia só em olhar para aquela demônia. Infelizmente estávamos tão conectados, que bastou nos olharmos para sabermos que deveríamos ignorar tudo e todos para estarmos juntos. Então eu andei em direção a ela, com o corpo ardendo em dor, e abracei seu corpo incandescente. E a dor cortava meu corpo em milhões de pedaços. Então eu a beijei. Nisso senti meu coração explodir, minha pele rasgar, meu cérebro ferver dentro do meu crânio. E sentia a mesma dor que ela estava sentindo também. Nos abraçamos sabendo que não seríamos poupados por tal desacato. Então ela me diz bem baixinho, com um sofrimento insano em sua voz:&lt;br /&gt;- Sinto sua falta.&lt;br /&gt;- Eu também sinto a sua.&lt;br /&gt;- Mas porque você fez isso?&lt;br /&gt;- Eu tinha esperança de esquecer você. Não podemos viver juntos.&lt;br /&gt;- E agora, como faremos?&lt;br /&gt;- Eu não sei. Aliás, sei, mas não quero fazer.&lt;br /&gt;Ela se afasta. Olha em meus olhos com uma mistura de dor, ódio e pena. Então ela se mostra como é a sua natureza. Seu corpo se incendeia, seus olhos brilham como dois rubis, eu noto sua cauda e seus chifres aparecem. Então ela derrama uma lágrima, balbucia algo que eu não consigo entender, segura seus chifres com as mãos e... quebra os dois. Ela solta um grito aterrorizante, e cai ajoelhada. Então eu percebo a saída, desembainho minha espada e me mostro como eu realmente sou. Minhas asas se abrem em luz, meu corpo brilha como se fosse o próprio sol. E nesse momento, eu seguro minhas asas e corto as duas com um único golpe. Minha alma parece que vai explodir. Eu desmonto no chão, me esvaindo em dor. Só depois é que percebo não sofrer aquelas dores todas mesmo estando perto dela. Funcionou, eu imagino. Então eu me levanto, ajudo ela a se erguer também, e a beijo. Beijo como se nada mais importasse no mundo. Ela me abraça, e me diz que não irá me deixar. Até o instante em que uma luz é acesa no fim da rua.&lt;br /&gt;Guardiões. Eles vieram fazer o que tem que ser feito: manter a ordem na terra. Eu desembainho minha espada, e começo a andar em direção a eles. Só que eu me esqueci de que eles são bem mais fortes que qualquer um dos lados. Luto como se fosse minha última chance. E era.&lt;br /&gt;Caio no chão todo ensanguentado, tentando manter a consciência, até sentir um golpe final, que atravessou uma espada em meu peito e cravou-a no chão. Olhei para ela, na esperança de me despedir, mas o outro lado já havia acabado com a vida dela.&lt;br /&gt;Então notei que a cidade não fazia nenhum barulho.&lt;br /&gt;Era a hora em que a cidade descansava, e eu desaparecia da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ponto vale a pena cortar suas asas ou quebrar seus chifres?&lt;br /&gt;Até que ponto vale mudar o que somos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-7536860102903670022?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/7536860102903670022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=7536860102903670022&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7536860102903670022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7536860102903670022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2011/04/ser-ou-nao-ser-humano.html' title='ser ou não ser humano'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-7494908188670237292</id><published>2011-01-04T15:13:00.004-02:00</published><updated>2011-01-04T15:16:47.624-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CasaDoJairo'/><title type='text'>A casa do Jairo, parte 7</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Isso não tá ajudando em nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Um dos torpedos passa por mim e resolve voltar, enquanto eu resolvo pegar o outro e desviá-lo na direção do que passou. Os dois explodem e me deslocam para o fundo, ao mesmo tempo em que eu vejo outros dois torpedos vindo. Como eu já estava ficando puto com essa situação, eu resolvo nadar na direção deles.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não preciso nem dizer que meu deslocamento na água é absurdamente rápido, e que eu também respiro sem problemas. Então eu passo pelos torpedos e vou em direção ao navio, trazendo comigo meus novos amigos explosivos. Desvio deles e vejo eles acertando o Nautilus em cheio, abrindo um rombo no casco. Então eu decido terminar com aquela bagunça, já que foram eles quem começaram. Entro no navio e começo a destruir tudo o que encontro pela frente, a começar pela casa de máquinas. Pra minha sorte, não existe ninguém ali perto, aí fica mais fácil arrancar engrenagens, canos, paredes e tudo mais. Eu sinto que o navio está lentamente afundando, então começo a rasgar o casco em toda a sua extensão. Abro uma avenida na lateral dele, tudo começa a explodir em um colapso até bonito de se ver, mas extremamente catastrófico ao mesmo tempo. Algumas cápsulas de sobrevivência se desprendem do navio, mas explodem com um único movimento das minhas mãos.&amp;nbsp;Resolvi não deixar nada nem ninguém vivo dentro daquele caos.&amp;nbsp;Quando eu finalmente termino com o show pirotécnico, Nautilus está afundando lentamente, explodindo e se desintegrando inteiro.&lt;br /&gt;Missão cumprida. Agora é sair daqui... mas para onde?&lt;br /&gt;Bom, vamos nadar então até achar algum pedaço de terra. Acelerando como um doido, eu nado até encontrar um pedaço de terra firme que mais parece ser uma ponta de uma ilha vulcânica nascendo. Pelo menos está seco e dá pra eu tentar achar um rumo nessa loucura toda. Subo na ilhota, espanto algumas focas que estavam ali, e fico olhando para ver se algum passarinho aparece para me mostrar onde tem terra firme ali. Passo a noite acordado, o dia seguinte inteiro, a noite seguinte, e nada de nada. Nada aparece, nada muda, só as focas que dividem o espaço comigo. Então eu imagino que elas devam sair dali e ir pra algum continente, então é melhor eu seguir algumas delas quando mergulharem, mesmo porque eu estava começando a sentir alguma fome. Avisto algumas focas saindo da ilha e nadando, e resolvo acompanhá-las. Nadando um pouco mais afastado delas, percebo que elas não se importam em serem seguidas por alguma coisa que não seja um tubarão, mesmo porque eu não pareço um, nem de longe. Finalmente meu palpite estava certo! Depois de uma longa jornada mar afora, eu vejo uma praia! Então mentalmente me despeço das minhas guias e acelero até a praia. Até que enfim areia, árvores, grama, terra firme. Cansado de nadar e de passar aperto, arranco algumas árvores e faço uma fogueira. Mergulho para pescar alguns peixes e faço uma refeição decente, tendo em conta a situação atual. Deito e durmo um pouco. Mas não descanso o suficiente, pois eu sinto alguma coisa estranha no ar. Me levanto rapidamente, mas antes de pensar em qualquer coisa, eu imediatamente fico imobilizado, sem conseguir mexer um músculo sequer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Você não tem como escapar da Sociedade. Não resista, e será melhor para você.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Eu reconheço aquela voz, pois já tinha ouvido antes... Greyhame.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Sim, sou eu. Mas não estou sozinho. Usei toda a minha magia para trazer Georgia de volta, mas ainda posso mantê-lo parado até que seja aberto o portal para mandá-lo de volta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Então eu fixo meu olhar no rumo da mata e, de repente, eu estou lá. Confesso que tudo isso que está acontecendo me deixa MUITO preocupado, mas atualmente o que eu mais quero é salvar a minha pele. Então eu resolvo sair dali do jeito mais rápido possível: desaparecendo e aparecendo em outros lugares mais adiante. Então resolvo ficar o dia todo assim, pulando de um lugar para outro, até que resolvam parar de me procurar por enquanto. Um dia inteiro se passa, e eu não paro um minuto sequer em um lugar. O segundo dia foi a mesma coisa, assim como o terceiro e o quarto. Só que uma coisa ficou bem clara: eu PRECISO dormir. Mas como? Bom, enquanto eu não faço a menor idéia de como farei isso, eu continuo aparecendo e desaparecendo dos lugares onde passo, e percebo que estou em algum lugar da Índia. Vou pulando de espaço em espaço até chegar perto de uma montanha. Ali eu vou ver se consigo um pouco de paz para descansar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Logo na base da montanha, eu percebo que o clima dali é um pouco diferente do normal, como se fosse muito mais frio do que parece ser. Tento então não ficar parado e começo a circundar a montanha atrás de algum espaço fechado, até que de repente uma criatura aparece na minha frente, com o rosto coberto por um pano e um capuz cobrindo sua cabeça. Ele rapidamente segura meus braços e pede que eu o ouça, se quiser me manter vivo. Eu penso em fritar ele com uma bola de fogo, mas ele pede que não faça isso e que o ouça, pois é importante. Eu fico assustado, solto meus braços e fico de prontidão:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Então diga logo o que quer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Olha, Canna, eu não sei como explicar isso, mas eu preciso que você entenda e confie em mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Como você sabe o meu nome, porra?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O indivíduo então retira o capuz e o pano do rosto... e é o Jairo! Então eu aponto meu braço-arma-sei-lá-o-quê pra ele imediatamente!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Filho da puta, agora tu vai morrer!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Pode atirar, Canna. Se você não confia em mim, eu não posso fazer nada. Só te peço pra vir comigo e ver o que realmente está acontecendo aqui. Pode manter sua arma apontada pra minha cabeça e explodir ela, se quiser, mas você precisa saber da verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Eu sei que vou me dar MUITO mal, mas eu resolvo dar um último segundo de confiança pra ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Tá bom. Mas se acontecer alguma coisa comigo, você tá no sal, meu amigo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Me segue, e vamos logo antes que te encontrem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Então eu começo a andar mais atrás, com o braço e a mente apontando pra cabeça do Jairo, até que entramos em uma fenda na montanha. Eu ouço barulhos ao longe, como se estivéssemos entrando em uma siderúrgica, com sons de ferro batendo e tudo mais, até chegarmos em uma porta enorme de pedra, guardada por duas criaturas imensas e largas, que eu não faço a menor idéia do que sejam. Eles abrem o portão, nós entramos e eu percebo que ali dentro o barulho vem misturado com o som de várias pessoas conversando, gritando, dando ordens, xingando, e tudo isso em diversos idiomas e línguas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Canna, não se preocupe agora. Aqui dentro eles não conseguem te localizar. Vamos andar mais um pouco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Bicho, eu tô muito confuso... porque você quis me desligar antes, e agora tá com esse discurso de que vai me ajudar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Na realidade, quem quis te desligar foi um clone meu. Eles fizeram o mesmo experimento comigo, só que eu não concordei desde o princípio. Então resolvi fugir, libertei os outros que estavam servindo de cobaia também, e montamos essa base de resistência aqui. Como temos vários aliados nesse e em outros mundos, conseguimos manter esse lugar aqui isolado dos olhos da Sociedade. Quando eu soube que você tinha sobrevivido aos experimentos, reacendeu a esperança em todos nós de termos um mundo livre da opressão novamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Jairo, meu filho... que porra é essa que você tá me falando? Como assim opressão? Eles não usaram o meu sangue pra criar um exército de clones meus e, com isso, colocar a ordem no universo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Isso foi o que eu, ou melhor, o meu clone disse para você...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- E agora eu sou o salvador do universo... de novo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Sim, isso mesmo. Vários soldados estão prontos para serem transportados para cá esperando que você os lidere nessa marcha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Engulo seco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Então você quer que eu seja o líder dessa porra toda?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- É isso mesmo. E para isso, nossos guardiões forjaram o teu instrumento de vitória.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Ele se vira e pega uma caixa comprida que trouxeram, e coloca em uma mesa à minha frente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;- Canna, essa é Sfinen. Forjada e construída a partir das armas mais letais, importantes e exclusivas de todo o universo. Sua lâmina brilha em azul porque o seu núcleo é construído a partir de um sabre-de-luz, ampliado por um reator ARC, que mantém a conexão com a lâmina forjada a partir de algumas espadas usadas pelos antigos guardiões dos portais, tais como Excalibur, Stormbringer, Glamdring e outras mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Agora o negócio tá começando a ficar bom...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-7494908188670237292?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/7494908188670237292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=7494908188670237292&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7494908188670237292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7494908188670237292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2011/01/casa-do-jairo-parte-7.html' title='A casa do Jairo, parte 7'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-1307560118541872144</id><published>2010-09-28T23:38:00.003-03:00</published><updated>2010-09-28T23:39:49.766-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CasaDoJairo'/><title type='text'>A casa do Jairo, parte 6</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Silêncio.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Nenhum barulho.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Não consigo abrir os olhos, não movimento nem um músculo, mas acho que consigo ouvir. Pelo menos ouço um bip ritmado bem longe. Meu corpo dói. Sinto uma luz forte em meus olhos. Apago novamente.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Barulhos estranhos, som de metal batendo. Consigo abrir meus olhos bem devagar, mas nada que me deixe identificar o que está ao meu redor. Muita luz. Tento me levantar, mas minha cabeça dói e roda como se tivesse em uma centrífuga. Não sinto meus braços nem minhas pernas. Só consigo perceber que meu corpo está coberto por um pano. Aos poucos vou me acostumando com aquela luz intensa, meu corpo consegue se mexer, eu sinto meus braços mexerem o pano mas não sinto eles. Levanto meu corpo e começo a ver o pesadelo que está acontecendo: meus braços são duas próteses de metal! Entro em desespero, tento movê-los e vejo que eles obedecem meus comandos com uma precisão indescritível! Arranco o pano branco e vejo que fizeram o mesmo com minhas pernas! "Porra, que merda fizeram comigo? E que placa é essa em meu peito? ALGUÉM PODE ME EXPLICAR O QUE É ISSO???"&amp;nbsp;Nada. Nenhum som. Eu decido me levantar da maca, arranco uns tubos que estavam presos no meu corpo e... sinto tudo rodar novamente... e apago.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Ele está acordando...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Retire a sedação...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Deixe os cabos desligados...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Canna? Canna? Você está acordado?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Eu ouço vozes estranhas, e uma voz diferente: Jairo. Abro os olhos e vejo o que não queria ver. Sim, ele está vivo e ali na sala. Então eu me levanto e vejo pessoas vestidas como soldados perto da porta, médicos ao meu redor, e uns encapuzados no canto da sala. Com a voz rouca e meio metálica, eu consigo falar:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Que merda é essa, Jairo? Me explica o que tá acontecendo antes que eu enlouqueça.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Calma, Canna. Vamos verificar o teu estado geral e logo em seguida eu te conto o que está acontecendo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- O CACETE! Você vai me dizer AGORA que merda tá rolando aqui, ou eu vou embora de uma vez por todas!&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Os guardas apontam as armas para mim. Os médicos se afastam e tiram do bolso uma coisa parecida com dardos. Os encapuzados deixam suas mãos à mostra, e elas brilham. Acho melhor ficar calmo então...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Relaxa, Canna. Deixa os médicos te examinarem.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Tá, mas que seja rápido.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Então eles ligam um monte de fios em meus braços, aparecem uns dados em monitores e eu percebo que tem mais coisa errada comigo do que meus braços e pernas. Bom, vamos ver o que o Jairo vai me dizer.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Eu saio da sala branca e vou pra um hall com diversas portas, duas poltronas e uma mesa de centro. Jairo senta em uma delas, eu em outra.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Olha só, eu menti. Mas não fique puto comigo, foi por um bom motivo., ele começa a conversa.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Como assim mentiu, cara?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Aquela injeção que vocês aplicaram não tinha só a combinação dos DNAs que estavam escritos lá...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Como assim "só"? Tinha mais alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Sim, tinha. E eu não tive tempo de testar em ninguém, tampouco mudar as instruções da caixa.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Meu, eu tô ficando com medo... que merda tinha naquela seringa?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Além dos DNAs de lupinos e de ravnos, foram adicionados os DNAs de praticamente todos os seres que você viu na sala embaixo da minha casa. Além desses seres todos, um projeto particular meu também foi adicionado e, pelo visto, foi um sucesso. Robôs.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Você fez uma salada com aquele lixo todo, e tá tudo dentro de mim? É isso? E como assim robôs que deram certo? Esses braços e pernas nasceram de mim? Estou sendo substituído por um robô? E VOCÊ FALA ISSO NA MAIOR TRANQUILIDADE???&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Infelizmente eu não queria que a Georgia fizesse parte dessa coisa toda, e ela acabou não resistindo à injeção...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Peraê! Ela morreu numa pancadaria, porra! Não tem nada a ver com a seringa...&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Tem sim. Você só sobreviveu porque resistiu à combinação, mas ela não desenvolveu as habilidades necessárias para aguentar.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Mermão, você matou a sua mulher! Cara, eu quero ir embora daqui AGORA!&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Só precisamos fazer uma única coisa com você, depois você pode ir embora. Me acompanhe, por favor.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Eu me seguro pra não voar no pescoço dele. Levanto e sigo até uma porta enorme. Então ele para e me olha com um olhar MUITO estranho.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Nós conseguimos neutralizar boa parte da ameaça que vínhamos sofrendo. Os portais estão vigiados, todos os conflitos foram solucionados, e tudo isso graças à sua ajuda. Se não fosse você, a Sociedade não teria conseguido reunir as peças necessárias para destruir os Trios. Você não se lembra, mas vocês estavam voltando pra minha casa quando Kitt descobriu que vocês estavam com uma Silmaril. Então os sistemas da Sociedade resolveram me proteger e evitar que vocês causassem maiores estragos. Então Kitt disparou gás sonífero dentro do carro, junto com uma frequência de som que induziu vocês a tirarem um cochilo. Vocês dormiram e acordaram no rumo de São Paulo, enquanto eu consertava algumas coisas antes de retomar a batalha. Dentre elas, a monitoração dos sinais vitais de vocês dois. Foi ali que eu percebi que você reagiu bem à injeção, e vi também que minha mulher estava morrendo. Eu só tinha uma única saída: salvar a humanidade e torcer que os mestres da Sociedade tragam ela de volta. Por isso você está aqui. Você foi uma excelente cobaia para nós e foi uma peça incrível para a criação da ordem e da paz no universo, quando sobreviveu à mistura e permitiu que nós criássemos a força de paz universal.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Então ele abre as portas e um frio corre pela minha espinha. Vários soldados armados e equipados, com o meu rosto. Eles me clonaram. Eu não acredito no que eu vejo. Muitos soldados, milhares deles, com a minha imagem, com o meu sangue e com toda essa mistureba junta. E eles estão cuidando da paz nos universos.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Como você pode ver, Canna, sem você não teríamos um universo em paz. Só que você não pode continuar assim. Nós vamos desativar todas essas suas benéfices e você pode voltar a ter uma vida normal.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Ow, peraê... e se eu não quiser ser "desligado"?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;- Não existe essa opção. Você será desativado normalmente... ou por mal.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Eu percebo uma mudança na energia do local e, repentinamente, eu salto por cima do Jairo, caindo em pé do outro lado do corredor. Ao mesmo tempo, uma bola de fogo explode na parede onde eu estava. Um encapuzado aparece lá no fim do corredor e eu vejo suas mãos fumegando... então eu resolvo entrar no jogo, aponto minha mão metálica para o camarada do capuz, falo umas coisas estranhas e uma bola de fogo sai da minha mão e explode no peito dele! Eu percebo que o Jairo estremece de medo olhando para mim e acessando um painel na parede. Eu digo para ele parar o que está fazendo e proteger a minha saída. Ele então sai de perto da parede, tira um rifle de um dos soldados e começa a atirar no final do corredor, acertando quem quer que seja. Eu então saio correndo pela outra ponta da sala, numa velocidade absurdamente anormal. Arrebento a porta, passo por várias salas, vejo várias pessoas se mobilizando e, antes que algo diferente aconteça, eu me concentro e explodo a parede logo à minha frente. Corro desesperado para pular através do buraco e... caio no mar!&amp;nbsp;"Caralho, é melhor eu começar a nadar... e rápido!", penso comigo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Então começo a ouvir motores logo atrás de mim.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Georgia, serif; font-size: 13px; line-height: 20px;"&gt;Torpedos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-1307560118541872144?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/1307560118541872144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=1307560118541872144&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1307560118541872144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1307560118541872144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2010/09/casa-do-jairo-parte-6.html' title='A casa do Jairo, parte 6'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-8352781744462461516</id><published>2010-09-20T23:23:00.000-03:00</published><updated>2010-09-20T23:29:14.290-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CasaDoJairo'/><title type='text'>A casa do Jairo, parte 5</title><content type='html'>Bom, pra variar, não me resta mais nada a fazer a não ser entrar no barcão e rezar pra essa coisa toda acabar. Entro nele junto com outros seres estranhos e vou seguindo o fluxo... chego em um salão branco, onde encontro Georgia e mais outras pessoas conversando entre si. Vou até lá, claro. É o único referencial de normalidade que tenho por aqui. Aliás, nem eu sou mais normal, então que se dane.&lt;br /&gt;- Vamos por ali, os quartos estão prontos., diz Georgia.&lt;br /&gt;- Ok, mas só aviso que não estou com a menor vontade de dividir um beliche com algum pombo ou criatura leitora de mentes.&lt;br /&gt;- Esses são os mais confiáveis, acredite...&lt;br /&gt;Vai ser uma viagem BEM longa.&lt;br /&gt;Sigo em um corredor comprido, cheio de portas, até achar um duende que me diz ser aquele o meu quarto. Agradeço e entro, a porta se fecha atrás de mim. O quarto era BEM espaçoso, com tudo o que eu poderia esperar de um quarto de hotel. Cama grande, televisão, computador, frigobar, armário, sala de armas... é, temos uma sala de armas. Olho para a "janela" do quarto e vejo que estamos nos movimentando pela caverna até afundarmos. Como eu sou uma pessoa que não se dá muito bem com águas que não controlo, eu rapidamente fecho a cortina e ligo a tv. Canais do mundo todo na tela, um mega controle remoto, botões pra todos os lados, eu sento no computador e resolvo agir dentro da normalidade, dentro do possível. Abro uma cerveja, vejo meus e-mails mas não respondo a nenhum deles, apago alguns spams, e noto um e-mail peculiar dentro da caixa de entrada. Abro e leio, é um e-mail de uma amiga minha, com o título "Para ler na viagem."&lt;br /&gt;COMO ASSIM??? Tem mais gente de fora sabendo que estou aqui???&lt;br /&gt;Abro o e-mail:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Canna, beleza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, aproveite a viagem, use a sala de armas para treinar suas novas habilidades e, qualquer coisa, 28610.&lt;br /&gt;Beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, ela sabe que eu estou aqui. Não sei como, não sei porque, e não sei que diabos é 28610. Como eu já vi muita coisa esquisita até agora, decidi ir ver essa sala de armas.&lt;br /&gt;Um círculo no chão, uma luz no teto, um cavalete com algumas armas no canto, nada muito diferente do que eu já havia visto e lido por aí. Só que, assim que entrei no círculo, as luzes de fora se apagaram e uma tela apareceu acima das armas. Uma figura que parece ter saído da Espanha do século quinze me saúda e diz que antes de eu começar a treinar, eu deveria saber o que eu posso fazer. Tá, eu SEI o que eu posso fazer, mas ao que parece eu não sei TUDO que eu posso fazer... então presto atenção no espanhol. Ele me diz sobre a injeção que eu tomei, sobre as misturas que estavam dentro delas, alteração de DNA, mudança de forma, controle da mente e mais um monte de coisas que me deixaram com vontade de arrancar essa merda de dentro de mim. Então eu resolvo começar a brincar. Puxo um bastão negro do cavalete e me preparo. De repente, sinto um tiro em meu braço. Queima, dói, mas não é nada que me mate. Então resolvo prestar mais atenção e ouço o mecanismo de disparo logo atrás de mim. Rapidamente desvio do tiro, enquanto ouço outro ao meu lado e desvio ele com o bastão. Rapidamente os tiros começam a ser mais rápidos e constantes, eu apenas desvio de todos eles com o bastão e com movimentos do corpo. Logo percebo que isso me cansa muito e começo a focar em desviar para acertar os atiradores. Logo destruo todos eles e os tiros cessam. Então eu tomo um tiro sem que tenha ouvido algum mecanismo. E outro. Então fecho os olhos e começo a pressentir os tiros, me posicionando antes que eles aconteçam e, da mesma forma, acabo com os atiradores.&lt;br /&gt;- Cacete, eu sei quando vão me acertar! Que loko!&lt;br /&gt;Nisso o espanhol aparece e me diz que eu consegui alinhar algumas habilidades, e manda eu me preparar para o resto do treinamento.&lt;br /&gt;Não vou descrever o que aconteceu aqui, mas posso dizer que foram várias horas de pancadaria, tiros, rosnados, sangue, hematomas e carnificina, que deixariam um filme do Tarantino como se fosse um filme da Cinderela. E o pior disso é que TODOS os meus ossos quebrados e ferimentos estavam curados. Eu tinha virado uma mistura de tudo o que eu já havia lido nas revistinhas e visto nos filmes.&lt;br /&gt;Saio do ringue e vou tomar um banho. Só que passo em frente ao espelho e vejo meus cabelos mais brancos do que nunca. Meu rosto está o mesmo, mas eu estou parecendo um senhor de 60 anos. Pelo que eu vejo então, essas coisas todas que eu posso fazer me deixam mais velho mais rapidamente. Então é prudente não abusar...&lt;br /&gt;Deito e durmo. Durmo como se não tivesse dormido nos últimos 10 anos. Acordo e saio do quarto pra ver onde estamos. Nada. Corredores vazios. Um silêncio mórbido toma conta do navio. Então saio andando até chegar no salão que estive antes. Vazio também. Volto pelo corredor e percebo que os quartos tem uma numeração. Claro! Então é só achar o número que a Cláudia me disse no e-mail! Começo a procurar o 286-não-sei-mais-o-quê... não me lembro. Bom, vou procurar mesmo assim, são só uns 100 pra achar ele. Todos os que eu bato na porta estão mudos, sem resposta. Aí fico puto, volto pro meu quarto para ler o e-mail e... o quarto está vazio. Puta merda, como assim vazio! O que tá acontecendo aqui! Ô merda!&lt;br /&gt;Aí aparece o duende que me indicou o quarto. Ufa. Então quando ia falar com ele, ele grita pra mim:&lt;br /&gt;- Corre! Todos estão defendendo! Vamos! Rápido!&lt;br /&gt;- Caralho, defender o quê?&lt;br /&gt;- O Nautilus está sendo atacado!&lt;br /&gt;- QUEM TÁ ATACANDO ELE, PORRA???&lt;br /&gt;- Um trio está tentando destruir ele e pegar os artefatos! Vamos!&lt;br /&gt;E ele sai correndo. Vou atrás dele então, correndo como uns doidos. Depois de correr muito, começo a ouvir tiros, explosões, risadas, gritos... e um arrepio infernal percorre a minha espinha. Quando entramos em um salão, eu vejo dentro dele uma grande quantidade de seres alados se degladiando perto do teto. No chão, vários soldados atirando em uma criatura enorme no centro do salão. Outros estão soltando raios e bolas de fogo das mãos. Uma mistura de atacantes e defensores que me deixam perdido, sem saber o que ou quem atacar, e muito menos COMO atacar. Nisso o gnomo me entrega um bastão negro e grita: "Você sabe quem deve atacar! Agora vai!"&lt;br /&gt;Então tá. Eu fecho os olhos e começo a andar em meio ao caos. Rapidamente eu me abaixo e deixo um tiro passar por mim e acertar uma criatura não legal. Quando me levanto, sinto outra criatura mal intencionada vindo pra cima de mim, dou um passo pro lado e desço a bordoada nela. E assim vai, cada vez mais rápido, cada vez mais agressivo e cada vez mais... animal. Eu sinto meu sangue correr mais rápido nas minhas veias, uma vontade insana de rosnar e rasgar todos os inimigos ao meio... então eu largo o bastão e me transformo em um lobisomem. É, agora eu estou BEM maior e BEM mais forte. Só que, infelizmente, não sou só eu. Todos os seres mal encarados resolvem mostrar suas garras, se transformando em monstros tão grandes ou maiores como eu. &lt;br /&gt;Aí começa a porrada real!&lt;br /&gt;Eu e mais uns trinta entramos em uma carnificina insana, rasgando e destruindo tudo o que estava na nossa frente, sem saber se estávamos fazendo o certo ou não. Batemos muito, apanhamos mais ainda, o tal bicho grande rasgou uns doze lobisomens, eu fui jogado contra a parede e fui arrastado pra um canto isolado para que uns encapuzados dessem um "passe" em mim até eu recobrar a consciência. Me senti melhor, então voltei pra pancadaria e conseguimos destruir o bichão. Cheio de dor, ensanguentado, rosnando e com raiva, eu olho em volta e vejo um portal fechando ao redor dos encapuzados que me curaram. Então eu resolvo me acalmar e volto ao normal, junto com os outros lobisomens. Só que, de repente, sai de uma porta uma senhora resmungando e falando muito alto, nitidamente reclamando de alguma coisa que eu não consigo entender. Ela aponta para a gente e aponta pra porta, eu entendo que é para entrarmos. Ok, vou lá junto com os outroe, passando por cima dos corpos e, olhando para o lado, eu vejo a Cláudia! Do lado da Georgia! E do Windu!!! Puta merda, estão mortos! Eu corro pra velha e pergunto que porra é essa que tá acontecendo! Ela olha pra mim e me manda calar a boca. Eu calo. E entro na sala. E me sento em uma cadeira, junto com os outros. Ela se senta em uma cadeira na ponta da mesa e se apresenta.&lt;br /&gt;- Eu vim aqui repreender vocês. Eu vim aqui culpar vocês. Eu vim aqui para mandar vocês embora do Nautilus. Sua presença não é mais aceitável dentro da Sociedade.&lt;br /&gt;- Mas como assim? Eu acabei com essa merda desse monstro que estava ali na sala, eu e mais esses que estão aqui, porra!, eu grito.&lt;br /&gt;- Como é que você não está calado, homem? EU mandei você ficar em silêncio!&lt;br /&gt;- Foda-se o que você manda, eu não vou sair dessa banheira! Nego pede ajuda, eu ajudo e agora a culpa é minha? Ah, vá à merda!&lt;br /&gt;- Meu filho, você sabe quem EU sou?&lt;br /&gt;- Foda-se quem você é, cacete! Eu não vou ficar mais aqui!&lt;br /&gt;Me levanto e, de repente, um encapuzado lá da porta está mexendo os braços e falando algo estranho. Aí eu fico imobilizado. Eu sinto a velha se levantar e vir na minha direção, então eu mando ela parar com essa merda de magia. Ela dá a volta e olha nos meu olhos.&lt;br /&gt;- Meu filho, você não faz idéia do que eu posso fazer com você. E pelo que eu estou vendo, você não sabe nem o que você pode fazer com o mundo. Eu sou uma Bene Gesserit e ninguém ignora meus comandos. Pelo que eu vejo, você tem alguma coisa a mais em seu sangue. Por isso a Sociedade precisa estudar você. Não se preocupe, não vai doer nada. Só vamos usar o seu sangue para fortalecer nossos soldados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ela fura o meu braço e eu não vejo mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-8352781744462461516?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/8352781744462461516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=8352781744462461516&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/8352781744462461516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/8352781744462461516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2010/09/casa-do-jairo-parte-5.html' title='A casa do Jairo, parte 5'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-5641784377698399019</id><published>2009-09-21T13:55:00.000-03:00</published><updated>2010-09-21T00:27:39.195-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WoD'/><title type='text'>Novamente...</title><content type='html'>Então de repente ele se vê novamente na mesma situação de antes: um corpo sem vida à sua frente, seu coração disparado e suas mãos ensanguentadas. Aliás ele estava todo banhado de sangue. Parece que havia entrado em uma piscina de sangue. Ele não teve coragem de ver o que havia feito com aquele corpo, então correu para o seu carro. Tentou em vão limpar suas mãos, mas acabou deixando de lado esse detalhe. &lt;br /&gt;Chegou em casa, arrancou sua roupa e entrou embaixo do chuveiro, esfregando suas mãos e seu corpo até quase descolar a pele da carne. Ele não queria aquele sangue, não queria aquela raiva incontrolável, não queria matar novamente. Não que ele não gostasse, mas ele sabia que era errado. É crime, é imoral, é animal, é grotesco, mas ele não podia deixar de admitir que trazia uma imensa satisfação à sua alma. Então ele se encolhe no chão do banheiro, sentindo a água cair em sua cabeça, como se ela pudesse levar embora essa vontade incontrolável de destruir tudo e todos à sua volta. &lt;br /&gt;Sem se lembrar de nada que acontecera naquela noite, ele vai até a geladeira, pega uma coca-cola, acende um cigarro e olha pela janela a cidade querendo dormir. Ele também queria tentar dormir e acordar desse pesadelo, mas grande parte dele não crê nisso. Muito dele acredita estar vivendo um sonho incrível, e não quer acordar nunca mais.&lt;br /&gt;Com saber se o sonho é real? Como viver dentro do sonho? Como deixar de sonhar e trazer tudo isso para a realidade? Ele não sabia. Já havia perdido inúmeras noites de sono tentando dissecar essa realidade, esse sonho real, essa loucura consciente que ele vive diariamente.&lt;br /&gt;A única coisa que ele sabe é que ele havia feito algo que a muito tempo jurou não fazer. Ele quebrou sua promessa. Ele matou novamente. E vão saber disso. Vão vir atrás dele, cobrar a promessa desfeita. &lt;br /&gt;Então ele tem que se preparar para isso. Já que ele não conseguiu manter o monstro controlado dentro dele, então que eles vejam o monstro em ação. &lt;br /&gt;Ele deixa a raiva fluir pelas suas veias, fazendo com que seu coração dispare alucinadamente. Suas pupilas dilatam, sua respiração fica pesada e profunda, ele consegue sentir seu corpo ficando mais pesado, seus músculos se contraem ao extremo. Então ele olha outra vez para a cidade, dessa vez com uma visão mais clara e nítida, e pula janela afora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele precisa se preparar para enfrentar o que está vindo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-5641784377698399019?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/5641784377698399019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=5641784377698399019&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/5641784377698399019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/5641784377698399019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2009/09/novamente.html' title='Novamente...'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-2020432152526797097</id><published>2009-07-21T21:53:00.002-03:00</published><updated>2010-09-20T23:29:14.290-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CasaDoJairo'/><title type='text'>A casa do Jairo, parte 4</title><content type='html'>É... dentre todas as coisas que eu já tinha visto e ouvido nesses últimos momentos, eu não gostaria mesmo de ter sabido o que tem dentro da caixa. É muita informação pra mim. Vou tentar dormir enquanto estamos indo pra São Paulo.&lt;br /&gt;A estrada simplesmente desaparece na minha frente, assim como a minha vista começa a ficar embaçada. Eu apago no banco do carro, como se me desligassem da parede. Então de repente começo a ouvir muitas vozes ao longe, falando sobre um planeta, descrevendo guerras e seres descomunais, uma avalanche de informações que me fazem despertar. Olho para o lado e vejo um exército vestindo roupas pesadas, como se fossem árabes. De repente eles olham para o lado e se ajoelham, quando surge da areia um bicho enorme, parecendo uma enorme minhoca. Ela parou e dava para ver um homem com um manto negro em cima dela. Então os soldados começaram a falar algo que eu não consegui entender, mas parecia que estavam chamando pelo nome dele.&lt;br /&gt;- Estamos chegando ao nosso destino., disse Kitt.&lt;br /&gt;- Canna, chegamos.&lt;br /&gt;Eu abro os olhos e percebo que estamos em uma estrada de terra, correndo em direção a uma fazenda em cima de um morro. Não percebi o tempo passar, mas acredito que tenhamos vindo BEM rápido.&lt;br /&gt;Paramos em frente a uma casa grande, bem comum nas grandes fazendas. Uma varanda contorna a casa toda, várias janelas fechadas e uma porta grande em frente a uma grande escada. Nada aqui é pequeno, até as árvores que cercam a propriedade são enormes. Então subimos a escada e Georgia encosta a mão na porta. Uma luz azul percorre a mão dela e a porta se abre, deslizando para o lado.&lt;br /&gt;- Vamos, já devem estar nos esperando.&lt;br /&gt;Não pergunto, mas a curiosidade em saber "quem" ou "o quê" estava nos esperando era enorme. Não tão grande quanto o medo, mas era bem grande.&lt;br /&gt;Entramos em um salão estranho, sem luzes ou móveis, apenas um grande vazio nele. Então ela se posiciona bem no meio da sala, e me manda ficar ao lado dela.&lt;br /&gt;- Outro teleporte?, eu pergunto.&lt;br /&gt;- Não, um elevador mesmo. Aqui não podemos usar muita tecnologia, senão somos descobertos. Nessa área, a tecnologia e a magia são monitoradas constantemente, e não queremos chamar a atenção de ninguém.&lt;br /&gt;O chão começa a descer, e tudo começa a ficar muito escuro. Não que seja um problema pra mim, mas é uma escuridão anormal.&lt;br /&gt;Chegamos. Existe um ponto de luz lááááá na frente, depois de um corredor cheio de portas. Então eu paro e seguro Georgia pelo braço.&lt;br /&gt;- Tá bom! Esse é o momento em que você me responde algumas perguntas, ok?&lt;br /&gt;- Ok, pode perguntar.&lt;br /&gt;- Que lugar é esse? Porque diabos é em São Paulo? Posso virar um lobo agora? Quem é  cara que monta um minhocão? Porque o cinzento está aqui, porque temos a companhia desses seres todos, porque raios estamos carregando uma Silmaril para cá e, pra terminar, COMO DEMÔNIOS VOCÊ DE REPENTE PASSA A SABER DE TODAS ESSAS COISAS???&lt;br /&gt;- Vamos por partes. O que eu sei é o que Kitt me passou através desse plug no meu braço. De repente eu entendi muita coisa, aprendi outras e tenho que cumprir outras tantas coisas. O resto, vamos descobrir com o tempo.&lt;br /&gt;- QUE TEMPO, PORRA??? A tua casa explode, o teu carro fala, o teu marido morre e te liga no telefone, eu posso virar um lobo e enxergar no escuro, e você me pede tempo? Nem rola! Pode começar a me contar tudo o que o carro te disse!&lt;br /&gt;- Não vai ser preciso.&lt;br /&gt;Uma voz surge lá do lado da luz no fim do corredor.&lt;br /&gt;- Por favor venham, eu vou explicar o que vocês precisam saber. De imediato, eu peço a você, Georgia, que acompanhe Tiriel até a sala médica. Você precisa se cuidar antes de cumprir sua missão. E você pode vir comigo, por favor.&lt;br /&gt;- Ok. Georgia, qualquer coisa você grita, ok?&lt;br /&gt;Ela sai e vai em direção a uma porta, a terceira à esquerda. Qualquer coisa eu já sei onde...&lt;br /&gt;- Não se preocupe, essas portas são mutáveis. Elas sempre mudam de destino. Venha.&lt;br /&gt;Agora esse cara leu minha mente... fodeu de vez. Vamos lá então.&lt;br /&gt;Um salão, com uma mesa redonda enorme, em uma sala com vários troféus e armas. No centro da mesa, um cubo negro cheio de hieróglifos, ou runas, ou letras, ou mensagens, ou sei lá o quê. Logo acima, um globo branco ilumina a sala toda.&lt;br /&gt;- Por favor sente-se., diz o cara. Ele é uma figura alta, esguia, negra, que fala como se fosse o dono de todo o conhecimento do mundo. Meio arrogante, mas eu relevo isso.&lt;br /&gt;- Vou começar te colocando a par do que está acontecendo. Muita coisa pode ser familiar, muita coisa pode ser estranha, mas fique tranquilo pois eu vou explicar tudo.&lt;br /&gt;Isso não me acalma. De forma alguma.&lt;br /&gt;- Pode me chamar de Windu. Eu sou um mestre jedi. Você já falou com um dos outros mestres da Sociedade, Mithrandir. Fazem parte do conselho-primário também outros notáveis, mas a priori você deve ter ouvido o nome de um deles apenas: Muad'Dib.&lt;br /&gt;- Isso! Esse era o nome que os árabes falavam em meu sonho! Muadib!&lt;br /&gt;- Sim, o Kwisatz Haderach. Ele é um dos mais influentes dentro da Sociedade, pois ele comanda os Fremen, os soldados que você viu em seu sonho. A Sociedade foi criada para manter a ordem no universo, através da monitoração dos portais intergaláticos, iguais àquele que você conheceu na casa do Jairo. Existem diversos portais ligando diversos mundos, com diversos protetores. Esses protetores são, normalmente, pessoas normais que possuem um vasto conhecimento e um excelente raciocínio, comparado ao dos Mentat e dos Adeptos da Virtualidade. Tudo isso é monitorado e orientado pelos conselheiros-primários. O grande problema é que existe o outro lado da moeda...&lt;br /&gt;- Sempre tem os coisa-ruim...&lt;br /&gt;- Chame do que quiser, nós preferimos chamá-los de Trios. Sempre agem em três, sempre em conjunto com outros três, e são comandados por três deles, os mais fortes.&lt;br /&gt;- Deixa eu adivinhar... Sauron, Darth Vader e Magneto?&lt;br /&gt;- Não, esses são seres pertencentes a trios inferiores. Eles são mais conhecidos como Cthulhu, Melkor e Malebolgia.&lt;br /&gt;- Agora eu tô com medo...&lt;br /&gt;- Tenha. Pois eles estão vindo pra cá, graças a uma anomalia temporal que aconteceu em Dagobah. Infelizmente eles descobriram que alguns artefatos de controle estão aqui na Terra e vieram caçá-los.&lt;br /&gt;- Tenho medo de perguntar, mas essa caixa que a gente está trazendo é um desses artefatos?&lt;br /&gt;- Sim. Além da Silmaril, aqui na Terra estão o oitavo espírito, a Pedra Filosofal, o último frasco de Melange do universo e, logo aqui na sua frente, o AllSpark.&lt;br /&gt;- Putakipariu... então tá todo mundo vindo pra cá, e eu tô no meio dessa porra toda? Agora fodeu!&lt;br /&gt;- Por sorte, você e a Georgia possuem algumas coisas que vão ajudar vocês a controlar esse caos todo. Vocês vão levar os artefatos para nossa base principal, com a ajuda de Kitt. Nós vamos ficar aqui e evitar que sigam vocês. Nesse momento, Georgia está sendo instruída e preparada para essa missão, já que ela é a única de vocês que controla magia. Vocês vão agora entrar no transporte e partir, não temos mais tempo.&lt;br /&gt;- Ok, vamos colocar essas coisas dentro do Kitt e partir.&lt;br /&gt;- Seria melhor dizer que vamos colocar Kitt dentro da coisa. Me acompanhe, por favor.&lt;br /&gt;Nisso um monte de seres alados desce na sala e retiram umas coisas e a tal caixa grande, e levam embora. Andando pelo corredor, entramos em uma das salas, descemos uma longa escada que parece ter milhões de degraus, e chegamos em uma sala cheia de monitores e... água! Parece um daqueles aquários gigantes! No canto da sala, uma abertura enorme e algo que parece ser um submarino. Kitt está entrando nele, junto com um monte de outras coisas. O submarino é enorme e MUITO esquisito. Eu avisto Georgia e ela me acena para entrar logo. Eu continuo assustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhores, sejam bem-vindos ao Nautilus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu REALMENTE estou com medo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-2020432152526797097?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/2020432152526797097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=2020432152526797097&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/2020432152526797097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/2020432152526797097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2009/07/casa-do-jairo-parte-4.html' title='A casa do Jairo, parte 4'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-6061239666539832850</id><published>2009-06-30T22:07:00.002-03:00</published><updated>2010-09-21T00:28:05.579-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><title type='text'>porque?</title><content type='html'>não sei...&lt;br /&gt;eu sempre começo a escrever em um blog, e paro.&lt;br /&gt;não faço a menor idéia do que acontece. &lt;br /&gt;deve ser essa coisa de "fase", sei lá.&lt;br /&gt;a única coisa esquisita é que eu não deixei de escrever em meus cadernos.&lt;br /&gt;acho que deixando minhas palavras lá, elas não ficam tão "virtuais"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vai saber.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-6061239666539832850?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/6061239666539832850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=6061239666539832850&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/6061239666539832850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/6061239666539832850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2009/06/porque.html' title='porque?'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-5387626523302494040</id><published>2009-03-21T12:24:00.003-03:00</published><updated>2010-09-21T00:28:05.580-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><title type='text'>constatações...</title><content type='html'>Todas as vezes que tentei escrever um blog, eu nunca consegui manter ele por mais tempo do que uma temporada de um seriado. Mentira, uma vez eu mantive um blog por uns dois ou três anos. Escrevendo uma vez a cada dois ou três meses, tá bom, mas mantive ele. Aí desisti de vez. Eu acho que é porque não consigo ficar mantendo um diário das minhas coisas, ou um relato da minha vida. Não sei se é um bloqueio ou algum trauma causado por blogs "miguxos" que existem por aí, mas o certo é que eu nunca mais mantive registros em diários digitais das minhas coisas. Mas de vez em quando me bate uma vontade doida de sair escrevendo o que eu passei, o que eu vi e senti... vai entender. Acho que muuita coisa que eu passo eu consigo (ou prefiro) relatar em forma de contos ou crônicas, acho que fica mais impessoal e imparcial, como se quisesse que ninguém soubesse que fui eu quem passei grande parte dessas coisas. Ou se eu quero que eles pensem que fui eu quem passei por tudo isso... não sei dizer. Só sei que prefiro escrever a história dos outros do que a minha. Me disseram uma vez que isso era um mero reflexo da minha pessoa, que eu me preocupava muito mais com os outros do que comigo mesmo. Pode ser... o único problema é que eu não me preocupo mais com os outros o tanto quanto eu me preocupava antes. Sei lá, acho que todas as porradas que eu tomei na vida me deixaram uma pessoa mais seca, mais chata, mais largada com o mundo, infelizmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou mais o mesmo cara legal que eu era antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil aceitar isso, mas é a real. Talvez eu consiga voltar a acreditar nas pessoas, mas ultimamente eu tenho criado muitas restrições com relação às pessoas. Desde as que eu conheço por acaso, até as que eu deliberadamente fui atrás de conhecer. A impressão que eu tenho é que o mundo está vivendo uma época de descrença na humanidade. Todos estão vivendo como se não fossem existir amanhã, sabe? Algo como "pouco me importa o que você pensa, ou o que vai acontecer depois, eu vou fazer isso e foda-se"... isso me deixa muito chateado e muito preocupado. Chateado porque eu vejo pessoas que convivem muito perto de mim agindo dessa forma, e preocupado por perceber que uma hora dessas vou ser eu o próximo a surtar. E eu não quero fazer isso. Eu ainda acho que vale a pena ser uma pessoa legal, um amigo mesmo, daqueles que a gente sabe que existiram a bem pouco tempo atrás. Quero manter essa esperança acesa comigo, porque no dia em que eu perceber que não temos mais nada de humano em volta de mim, eu realmente não sei o que pode acontecer. Pode ser que eu resolva soltar os monstros que eu tenho guardados aqui dentro, e isso não vai ser bom. Na semana passada eu senti uma pequena amostra do que eu tranquei nos meus calabouços, e fiquei com muito medo. Sabe aquelas coisas que você sabe que pode fazer, mas tem receio de que elas te deixem se sentindo muito melhor do que você estava antes, e acha melhor deixar que elas tomem conta da sua vida? É bem por aí... a idéia de "fazer justiça com as próprias mãos" não é algo socialmente aceitável, embora seja extremamente eficaz e regozijante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quebrei um juramento que eu me fiz... e foi muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não vou deixar esses pesadelos voltarem à tona, não posso deixar isso acontecer. Quando minha vida era tomada por esses pensamentos e atitudes, eu fiz muita coisa que não posso (nem devo) fazer novamente. Então deixemos quieto. O problema é que esse é um pensamento que está acontecendo com todo mundo, e não só comigo. Eu vejo as pessoas dirigindo como loucas no trânsito, como se não existisse ninguém nas outras faixas da pista... vejo pessoas andando nas ruas como se andassem em um campo minado, sempre olhando para baixo, sem falar nada, como se isso fosse tirar a concentração delas e então elas fossem pisar em uma bomba, sei lá... as pessoas entram em um elevador e não se cumprimentam, passam na rua e não fazem a menor menção de dar um "oi" mesmo depois de olharem para você e te reconhecerem... isso era uma cosia que eu percebia muito dentro das faculdades que eu "visitei", as pessoas mudam o semestre do curso e de repente apagam os antigos "amigos" da memória, passam por você e não te conhecem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde vamos parar?&lt;br /&gt;=/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-5387626523302494040?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/5387626523302494040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=5387626523302494040&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/5387626523302494040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/5387626523302494040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2009/03/constatacoes.html' title='constatações...'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-7551099903575233855</id><published>2009-02-10T17:59:00.001-02:00</published><updated>2010-09-21T00:28:05.580-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><title type='text'>momento</title><content type='html'>Ele não consegue parar de olhar para a chuva. Sua cabeça parece um tornado, seu coração parece a bateria de uma escola de samba. Ele sabe que não devia ter ficado quieto quando encontrou ela.&lt;br /&gt;Ele sabia que tinha feito a coisa errada.&lt;br /&gt;E agora ele nunca mais vai encontrá-la. A essa hora ela está indo para o aeroporto, pra nunca mais voltar. Ele nunca mais vai ver aqueles olhos de criança feliz, nunca mais vai ter o rosto dela encostado no seu ombro, nunca mais vai ficar olhando ela dormir em seus braços, nunca mais vai fazer cafuné a noite toda, nunca mais vai beijá-la. Ele começa a perceber que ela vai embora. E a última chance que ele teve de dizer o quanto a ama foi ontem de noite. Mas ele não disse nada, ficou imóvel como um tijolo, vendo ela se desesperar na sua frente, esperando alguma reação dele, chorando como uma criança que foi deixada pelos pais. Ela chorou muito, ele não fez nada. Ele não conseguia fazer nada. Ele não aceitou a partida dela, mas não quis demonstrar isso. Então ele se fechou. Nenhuma reação no rosto dele, nenhuma palavra em sua boca, ele não podia deixar ela mais triste. Mas deixou.&lt;br /&gt;Ele entrou no carro, olhando para ela parada embaixo do prédio, sem forças para um aceno de mão ou um último beijo. Ele não conseguia ligar o carro, não tinha vontade de ligar o carro, mas foi embora assim mesmo. Deitou-se em sua cama e chorou, como se lhe tivessem arrancado um braço. Na verdade arrancaram-lhe o coração, mas mesmo assim ele ainda sentia a perda e chorou. Passou a noite chorando, olhando para a chuva e imaginando o que ele deveria ter feito. Então, no meio de todo o caos que rodava em sua mente, ele olhou para o relógio, pegou o carro e saiu em disparada rumo ao aeroporto. Ligou para um amigo que estava trabalhando lá, passou pelo portão de embarque de cargas, entrou pela pista lateral, confirmou o voo certo, subiu no avião e, com todo aquele caos formado, pediu ao comandante que chamasse ela para a cabine. No meio do caminho, ele estava lá, parado. Mas dessa vez ele falou. E ele disse tudo o que precisava ser dito junto com um rio de lágrimas. Ele deu um último beijo nela, desejou felicidades em sua nova caminhada, e saiu do avião. Depois de ter que se explicar para a polícia por uma hora mais ou menos, depois de ter recuperado seu carro rebocado por desrespeitar uma infinidade de leis de trânsito, ele voltou para casa com um vazio enorme na sua vida, mas inexplicavelmente feliz.&lt;br /&gt;Ele sabia que tinha feito a coisa certa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-7551099903575233855?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/7551099903575233855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=7551099903575233855&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7551099903575233855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7551099903575233855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2009/02/momento.html' title='momento'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-1870389180250111053</id><published>2008-11-23T23:04:00.000-02:00</published><updated>2010-09-21T00:24:56.689-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>amostra</title><content type='html'>Ele não acreditava em muita coisa, muito menos esperava que acreditassem nele. Ia de cidade em cidade, consertando uma cerca, pintando um muro, roçando uma grama, tocando seu violão e fumando seu cigarro, sem se preocupar com o amanhã e guardando o ontem em um cadeno surrado, cheio de histórias tristes e poeira de estrada. Mas em uma coisa ele acreditava: no sobrenatural. Ele já havia vivido o suficiente para não questionar a existência de um mundo pararelo ao nosso, cheio de criaturas estranhas e esquecidas pelo nosso cotidiano corrido. Mas ele não esqueceu.&lt;br /&gt;Sim, ele tem amigos no "outro lado". Elfos, anões, fadas e gnomos, anjos e demônios, seres há muito esquecidos pelos homens e seus afazeres diários. A descrença do homem nele mesmo foi uma das maiores causas desse esquecimento. Deixamos de ser crianças e perdemos o contato com o nosso conhecimento pessoal. Afinal de contas, nossos amigos da floresta não nos ajudarão com os relatórios de trabalho, ou com o trânsito parado. Deixamos de nos conhecer para vivermos uma vida única e exclusivamente operária, sem espaço para um livro embaixo de uma árvore, ou uma caminhada pelo que resta da mata, que outrora era fechada, densa e cheia de vida. Perdemos o contato com os seres da floresta, os "encantados", como dizia minha avó. Não temos mais tempo para isso.&lt;br /&gt;Mas ele tem.&lt;br /&gt;Euclides era um homem de seus trinta e poucos anos, que havia estudado até quase virar médico. Eu disse quase, porque ele largou tudo quando estava no final da residência, quando ia finalmente ser um médico. Mais tarde eu explico essa reviravolta toda. O que interessa agora é que ele não opera mais, acho que suas mãos até perderam o jeito para manusear um bisturi ou uma agulha de sutura. Hoje suas mãos estão grossas, calejadas e sujas demais para cortarem alguém. Ele continua salvando vidas, isso não mudou, mas agora ele opera por outros meios: ele é um executor. Ele está aqui hoje, vivo e inteiro, para exercer o que de mais certo existe no universo, a justiça divina.&lt;br /&gt;Não, ele não tem asas, nem tem chamas em seu olhar, como você pode imaginar. Não, ele não é um anjo. Os anjos estão ocupados demais para resolverem esse tipo de situação. Vamos colocar da seguinte forma: a justiça divina sempre existiu, mas não da forma como existe hoje. Nos primórdios da humanidade, o ser humano fazia suas insanidades e, ao morrer, recebia seu prêmio ou castigo de acordo com a justiça divina. Tudo funcionava certo, até que de repente a quantidade de pessoas que seriam julgadas extrapolou o planejamento celestial. Diversas almas estavam sendo julgadas por anjos sem experiência, sem discernimento suficiente para uma condenação ou uma absolvição correta. Então resolveram designar alguns humanos para fazer esse serviço. &lt;br /&gt;Você pode estar se perguntando "como é que um homem pode fazer um trabalho celestial", não? Pois então, é simples: era para ser uma simples terceirização de mão-de-obra. Um anjo indicaria o condenado e o homem simplesmente dava o veredito e executava a sentença. Simples assim. Mas aconteceram algumas mudanças no meio do caminho.&lt;br /&gt;Por mais selecionados que os humanos fossem, eles ainda assim seriam humanos, passíveis de toda a sorte de emoções e sentimentos que imperam na vida mundana. Então os homens começaram a executar as sentenças com ódio no coração, ou com pena do condenado. Nenhuma das situações é certa e estava a contento dos céus. Então os escolhidos foram proibidos de continuarem exercendo esse papel, embora alguns homens conseguiram manter essa capacidade com eles. São os executores. Sem nenhuma influência das emoções em seus corpos e mentes, eles andam pelo mundo sem se preocupar com absolutamente nada. Trabalham para comer, vivem para servir aos seu desígnio. São andarilhos solitários. Mas Euclides era diferente, ele andava com um cachorro. Aliás, o cachorro era quem andava com ele, já que ele não dava a mínima para ele. É aquela coisa de empatia imediata, o cão olhou pra ele, gostou e resolveu ser seu companheiro. Fora Peludo, o cachorro, ele tinha também um caderno velho e sujo, aonde ele anotava tudo o que ele havia passado e sua vida. Mas ele não escrevia, de fato ele não precisava escrever. O caderno foi um presente de um dos seus amigos elfos. Ele simplesmente colocava o livro em seu colo e começava a ditar para ele, relatando com detalhes o que aconteceu naquele dia, e o caderno gravava em suas páginas o relato exato do que lhe foi dito.&lt;br /&gt;Ah, sim, ele conhecia a magia. Essa mesma, a que os feiticeiros de outrora usavam como seu alicerce-mor de vida. Magia que os homens esqueceram que um dia ela existiu. Mas ele não usa a magia como parte da sua vida, mas somente como um auxílio em tarefas mais árduas, tarefas essas que um executor precisa fazer. Então ele mantinha consigo uma sorte de truques e encantos que usava em suas missões celestiais. Nenhuma delas era aterrorizante ou magnífica, mas eram todas eficazes e simples, como se ele fosse somente uma pessoa boa de conversa. Nada de raios saindo de suas mãos, ou um teleporte instantâneo. Eram magias simples, como um som falso ou uma luz diferente na escuridão, uma palavra de convencimento ou uma detecção de mentiras soltas no ar, no máximo uma percepção maior do sobrenatural ou de magias executadas em uma sala, nada que assuste muito uma criança de dez anos de idade.&lt;br /&gt;Com isso, descrevemos Euclides. Ele é um executor, que mantém contato com seu anjo indicador, Phael. Esse sim é um anjo com toda a pompa e circunstância que a palavra "anjo" pode trazer. Asas imponentes e brancas, pele acobreada, uma luz flamejante em seu olhar, uma grande espada brilhante e afiada como você nunca imaginou, embainhada junto ao seu corpo, roupas brancas com detalhes dourados que indicam sua posição no panteão celestial: um guerreiro. Uma das mais altas patentes no exército divino, um general-de-batalha dos céus. Phael era seu amigo, conselheiro e indicador, ele lhe dizia quem era seu próximo condenado e lhe passava a história dele com uma riqueza de detalhes assustadora. Todo executor recebe do seu anjo uma rajada de vento contendo os motivos pelo qual o condenado deveria pagar, e isso não era delicado. O executor sente nesse momento toda a dor e angústia que o condenado causou às suas vítimas, como se fosse uma prova do porque da condenação. E isso era bastante doloroso, dependendo do condenado. Tampouco é uma cena agradável, comparada apenas à fúria celestial, tanto que nenhum humano conseguiria passar por tal situação, nem um executor consegue descrever o que acontece nesse momento.&lt;br /&gt;Com essas pequenas explicações, temos a vida de Euclides. Simples em teoria. Euclides que hoje encontra-se em uma cidade do interior, ajudando na colheita de milho em uma fazendinha beira-rio qualquer. Ele passa o dia todo no campo, ajudando o fazendeiro e seus filhos a recolher as espigas de milho e colocar em um pequeno caminhão que os acompanha. O dia termina, o trabalho fica para o dia seguinte, todos se reúnem na casa de Tenório, onde ele e seus filhos moram. Tenório era um fazendeiro de uns cinquenta e alguns anos de idade, com a mesma força e disposição que seu filho mais velho, André, que acabava de passar dos vinte e cinco anos. Com André, trabalhavam também Dimas, seu filho mais novo, Cláudia que era sua filha do meio, e sua esposa Luzia. Quase todas as noites se passavam do mesmo jeito, começando com o jantar servido por Luzia e terminando com uma moda de viola e umas garrafas de pinga vazias ao lado da fogueira. Euclides sempre terminava suas noites com um "boa noite e até amanhã", e ia para seu quarto nos fundos da casa, junto com Peludo. Mas nessa noite ele não foi.&lt;br /&gt;O ar estava mais frio do que o normal, o vento lhe cortava a pele como se estivesse querendo chamar sua atenção, e Peludo estava inquieto ao extremo. Então ele viu, atrás do galpão da fazenda, uma luz azul acender. Ele sabia que normalmente só ele veria essa luz, então não se preocupou com o resto e foi direto para lá. Então ele foi recebido por um rosto conhecido e uma voz confortante:&lt;br /&gt;- Boa noite, meu amigo. Faz tempo que não nos encontramos.&lt;br /&gt;Era Phael, como ele já sabia.&lt;br /&gt;- Olá, meu irmão! Como estamos nesses dias de muito sol? Achei que vocês haviam me dispensado das minhas obrigações...&lt;br /&gt;- Nós não dispensamos ninguém, apenas convocamos. Cabe aos escolhidos manterem-se junto ao seu dom ou não.&lt;br /&gt;O anjo riu, enchendo aquele lugar com uma alegria única. Essas coisas celestiais que a gente não entende mas aceita.&lt;br /&gt;- Então, meu caro, o que você quer de mim. Ou melhor, o que eles querem de mim lá em cima?&lt;br /&gt;- Temos mais um condenado.&lt;br /&gt;- Pra variar... dessa vez ele, ao menos, está por perto? Da última vez eu tive que ir até Buenos Aires para achar o meu alvo.&lt;br /&gt;- Infelizmente aquele condenado ficou sabendo que você estava indo atrás dele e resolveu fugir. Mas dessa vez não se preocupe, ele está no país ainda e não tem a menor idéia da sua existência.&lt;br /&gt;- Ainda bem. Não quero ter que cruzar oceanos para achar ele.&lt;br /&gt;- Infelizmente a facilidade em achá-lo não será refletida na sua execução...&lt;br /&gt;- Ah não... esse daí é um daqueles complicados?&lt;br /&gt;- Um dos piores. - diz o anjo, seguido de um pequeno apagão de sua luz.&lt;br /&gt;- Me passe então o que ele fez, para que eu já comece a me preparar.&lt;br /&gt;- Infelizmente aqui não é o melhor lugar para isso. Me siga.&lt;br /&gt;Então o anjo começa a andar pra dentro da mata, em passos largos e firmes. Eu tento seguir ele mas começo a me distanciar dele. Se não fosse aquela luz azul que ele emana, eu já o teria perdido de vista.&lt;br /&gt;Chegamos em uma pequena cachoeira, com uma clareira ao lado. Eu poderia dizer que era uma clareira aberta propositalmente para essa situação, mas preferi acreditar que eu nunca passei por essas bandas daqui. Então Phael me olhou e disse para eu ficar com os pés dentro d'água para minha proteção. Eu nunca vi esse tipo de preocupação vindo dele, então eu comecei a ficar realmente preocupado. Ele abrou suas asas e me mandou respirar bem fundo.&lt;br /&gt;O que eu senti nesse momento não foi nada agradável. Um raio caiu em cima de mim e correu pelo leito do rio, deixando as árvores em volta todas em chamas. Senti o vento cortar toda a minha pele, dilacerar minha carne e quebrar meus ossos. Senti que minha alma fora arrancada do meu corpo, retorcida, amassada e picotada, só então eu percebi o tamanho da maldade que esse condenado causou. Não consigo descrever a dor que eu senti, muito menos a tristeza em minha alma. Parecia que um tornado girava dentro do meu corpo, moendo tudo o que eu tinha dentro de mim, e rasgando minha pele em todas as juntas para sair dali de dentro. Então eu me ajoelhei. Não, eu caí em cima dos meus joelhos. A última coisa que eu senti foi alguém me segurando pelos braços e me levantando, para depois me pegar no colo.&lt;br /&gt;Acordei com Peludo ao meu lado, e Phael do outro lado. Tudo doía. Phael então me mandou fechar os olhos por um minuto. Eu senti um clarão vindo dele, e então tudo melhorou. Logo me pus em pé, olhando a destruição ao meu redor, sem acreditar que ainda estava vivo.&lt;br /&gt;- És forte, meu irmão. Poucos executores conseguiriam suportar tamanha tormenta causada por um condenado assim. Te invejo, em uma boa maneira de invejar.&lt;br /&gt;- Devo ser mesmo, ou então só sou assim porque você está aqui...&lt;br /&gt;- Acredite, és o mais forte de todos os executores. Se tivesse asas, te recrutaria para lutar comigo.&lt;br /&gt;- Não, meu amigo... agradeço a preferência, mas já tenho problemas demais aqui em terra.&lt;br /&gt;- Então vamos lidar com nossos problemas. Vá com Deus, meu amigo.&lt;br /&gt;- Vá com ele também, irmão.&lt;br /&gt;Então eu me virei e voltei para meu quarto. Juntei minhas poucas coisas e parti naquela madrugada mesmo. Peguei uma corda, amarrei um chumaço de pano nela, fiz uns gestos e criei uma bolinha de luz. Pendurei a mini-lanterna em Peludo, e segui meu rumo, mesmo sem saber qual era ele na verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-1870389180250111053?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/1870389180250111053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=1870389180250111053&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1870389180250111053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1870389180250111053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2008/12/amostra.html' title='amostra'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-7641319771717378945</id><published>2008-10-06T23:23:00.002-03:00</published><updated>2010-09-20T23:29:14.291-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CasaDoJairo'/><title type='text'>A casa do Jairo, parte 3</title><content type='html'>Até aquele momento, eu estava tentando me manter controlado, mas era praticamente impossível disfarçar as minhas unhas sendo roídas até os dedos. A muito tempo eu deixei de tentar entender o que diabos estava acontecendo naquela altura do campeonato. Aliás, eu sabia o que tinha acontecido, mas não estava querendo acreditar nisso. Tudo o que eu queria agora era saber como o Jairo conseguiu sobreviver à explosão, o que estamos fazendo aqui no prédio da Anatel, e, o mais importante, porque eu injetei aquela merda em mim!&lt;br /&gt;Nisso Kitt fala:&lt;br /&gt;- Georgia, você vai ter que assimilar as informações que eu guardei para você. Para isso você precisa colocar a palma da sua mão sobre o painel central, logo em frente ao câmbio de marchas.&lt;br /&gt;- Tá... tá bom.&lt;br /&gt;Ela posiciona a mão em cima da tela, uma luz azul percorre a tela, aparece a identificação reconhecida, então uma braçadeira enlaça a mão dela!&lt;br /&gt;- Isso pode doer um pouco, tente relaxar., disse o carro.&lt;br /&gt;De repente ela dá um grito de dor, como se tivessem cortado a mão dela, e ela fica quieta... momentos depois ela me olha e sorri, dizendo:&lt;br /&gt;- Então é isso... vamos logo!&lt;br /&gt;- Isso o quê, porra???&lt;br /&gt;O carro solta a mão dela, e eu percebo um furo no seu pulso, como se o carro plugasse alguma coisa ali! Bom, já vi coisa estranha demais hoje, uma a mais ou a menos não vai mudar meus pesadelos quando eu for dormir...&lt;br /&gt;- Vamos lá agora. Vem atrás de mim e não fala nada., ela me disse.&lt;br /&gt;Ok, vamos lá. &lt;br /&gt;Chegando perto da entrada principal, eu avisto uma placa indicando o nome do edifício. Ela se aproxima da placa e passa o dedo em cima de uma das letras. Nesse instante, eu ouço o barulho do alarme da porta de incêndio tocar perto da escada externa, no outro lado do prédio. Os seguranças vão até lá e, de repente, uma das placas de mármore da parede afunda e desliza para dentro, deixando uma passagem aberta. Ela entra, eu vou logo atrás, a parede se fecha e uma escada desce até uma pequena plataforma logo abaixo de nós. A iluminação é a mesma que eu encontrei na casa do Jairo, me remetendo a um déjà-vu nada interessante...&lt;br /&gt;- Tá, e agora?, eu pergunto.&lt;br /&gt;- Espere a leitura biométrica. Assim que me identificarem, a gente desce.&lt;br /&gt;- Não vai me dizer que essa plataforma é um elevador que vai descer até um subsolo, revelando uma área secreta do governo e...&lt;br /&gt;- Não. É teletransporte mesmo. Relaxa, e aproveita.&lt;br /&gt;- O QUÊ???&lt;br /&gt;Nisso eu ouço um “tzóin” e eu vejo um monte de gente na minha frente. “Caráglio!”, eu penso comigo mesmo. “Num é que essa porra existe mesmo?”&lt;br /&gt;Não consigo reconhecer nenhum dos rostos que eu vejo, mas faz muito tempo que não vejo pessoas tão estranhas juntas. Reconheço algumas coisas, como elfos, humanos, anões, seres extraterrestres, vampiros, demônios, lobisomens, anjos... meu, isso aqui parece um zoológico! Eu nunca vi tanto cosplay junto assim! Eu continuo seguindo a Georgia, entrando por vários corredores, passando por várias portas, sendo observado por várias coisas estranhas, até chegarmos em uma sala escura. Ela me pede para ficar quieto, porque ela precisa ativar o salão. Eu não entendo, mas me calo... vai que dá alguma merda, né?&lt;br /&gt;Então ela começa a falar algumas coisas estranhas, a fazer gestos com as mãos, uma luz amarelada começa a emanar dela e... a sala se ilumina! Tem uma mesa à nossa frente com várias cadeiras, uma estante enorme com vários livros, pergaminhos e vidros coloridos. &lt;br /&gt;Ela me diz “vamos sentar e esperar pelo chefe, ele já está vindo”.&lt;br /&gt;Nesse momento eu tenho que parar para descrever o que está acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me sinto muito mais leve, muito mais forte, com a nítida impressão que eu poderia correr até São Paulo e voltar sem me cansar, eu estou ouvindo os batimentos cardíacos da Georgia, e conseguia ver todo o conteúdo da sala quando ela estava apagada. Deve ter sido aquela injeção maldita. Então eu começo a raciocinar mais claramente... se estou com essas mudanças acontecendo, e elas realmente estão acontecendo de uma forma bem rápida, eu não posso me esquecer que existem as mudanças ruins também... eu não vou poder andar no sol, não posso nem sonhar em ver alguma coisa de prata, e o pior: eu vou ter que me alimentar de sangue! Eu começo a perceber que isso pode não ser tão legal assim! Então eu vou além... eu posso virar um lobo então. Eu olho para as minhas mãos, elas estão normais. Então eu imagino que eu sou um lobo e... começam a crescer garras nas minhas mãos! Eu paro de pensar, e elas retraem. “Cacete, eu posso virar um lobo...”, pensei comigo mesmo. E agora, o que mais falta para bagunçar com a minha vida? Só me falta virar morcego também... mas eu nem penso nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devem ter passado uns vinte minutos nessa minha viagem interna, quando de repente uma porta se abre na nossa frente e um homem bem velho sai das sombras.&lt;br /&gt;- Aconteceu então... como é que vamos contornar isso?, ele diz com uma voz bem suave.&lt;br /&gt;- Não sei como aconteceu, mas aconteceu., diz Georgia.&lt;br /&gt;- Por tantas eras conseguimos manter o nosso mundo longe deles, agora nós temos que fechar todas as portas existentes antes que o nosso mundo acabe.&lt;br /&gt;- Como vamos fechar as portas, Mithrandir?&lt;br /&gt;- Vamos ter que juntar todo o conhecimento que temos em torno de uma única porta, e esperar que ela feche todas as outras. Para isso eu preciso que você leve essa caixa para São Paulo. Lá você receberá as informações através de Kitt para encontrar um de nossos mestres. Vão agora. Eu encontro vocês em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, eu fiquei pasmo. Como assim magia??? Como assim Mithrandir??? Como assim outro mestre??? Como assim juntar os conhecimentos??? E que caixa é essa???&lt;br /&gt;Georgia sai da sala, eu vou atrás dela e pergunto: &lt;br /&gt;- Ow, é sério que ele é o Ga...&lt;br /&gt;- Não diga o nome dele aqui! E é sim... você pode chamar ele de Cinza, ele não reclama.&lt;br /&gt;- MAS COMO ASSIM, PORRA???&lt;br /&gt;- Se você está chocado em saber que Greyhame está aqui entre nós, então você vai enfartar quando encontrar o mestre em Sampa...&lt;br /&gt;- Que mestre, cacete?&lt;br /&gt;- Se o nome Windu te traz alguma recordação, então você já sabe, ehehe...&lt;br /&gt;Eu paro no meio do corredor, olho para ela e ela só mexe a cabeça fazendo um sinal afirmativo. Eu gelo. Mas continuo atrás dela.&lt;br /&gt;Ao sairmos, acontece o mesmo procedimento da entrada: um alarme toca, a porta abre, nós saímos da parede e entramos no carro.&lt;br /&gt;- Eu não estou acreditando nessa farofa toda., eu falo para ela.&lt;br /&gt;- Relaxa, para mim está sendo uma confusão enorme também.&lt;br /&gt;- Mas pelo menos você tem alguma idéia do que está acontecendo! Eu caí de pára-quedas no meio dessa zona, tô virando lobisomem e vampiro, encontro gente que mexe com magia e tudo mais... e você me pede para relaxar! Ah tá... fácil mesmo...&lt;br /&gt;- Kitt, vamos voltar para a minha casa. Quero ver quem foi que ligou para mim.&lt;br /&gt;- Não é recomendado. Podem existir inimigos por lá.&lt;br /&gt;- Mas a casa explodiu, e eu recebi uma ligação do meu marido de lá... então eu vou voltar, com você ou não.&lt;br /&gt;- Ok, vamos voltar.&lt;br /&gt;O carro começa a ir de volta para a explosão, enquanto eu olho fixamente para a caixa. Nela existem alguns arranhões, como se fossem garras arranhando, uns riscos, muitas letras esquisitas que mais parecem runas, e o mais interessante, nenhuma fechadura ou mecanismo de abertura. Dá para perceber que existe uma dobradiça, uma fenda indicando que ela tem uma tampa, mas nenhum fecho. Eu tento abrir ela, mas não consigo nem mover ela. Pego um canivete e enfio na fenda lateral, mas o canivete nem arranha a caixa. Aliás, ela não é arranhada de forma nenhuma, mesmo que eu force o canivete nela. Eu sacudo ela de leve, e ouço uma sonora repreensão:&lt;br /&gt;- Eu se fosse você não faria isso., diz Kitt.&lt;br /&gt;- O que tem dentro dela então, ô sabichão?&lt;br /&gt;- Pelo que eu pude ler, é um receptáculo criado por um tal de Fëanor.&lt;br /&gt;- Mas não diz nada sobre o que tem dentro dela?&lt;br /&gt;- Coloque ela dentro do porta-luvas, por favor.&lt;br /&gt;Eu coloco a caixa nele, uma luz azulada percorre ela por inteiro, e ele me diz o que eu temia ouvir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Silmaril.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-7641319771717378945?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/7641319771717378945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=7641319771717378945&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7641319771717378945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7641319771717378945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2008/10/casa-do-jairo-parte-3.html' title='A casa do Jairo, parte 3'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-1995071998295710326</id><published>2008-09-22T22:58:00.002-03:00</published><updated>2010-09-20T23:29:14.291-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CasaDoJairo'/><title type='text'>A casa do Jairo, parte 2</title><content type='html'>- mas nem fodendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu começo a andar pra perto da porta e pra longe do tal portal, enquanto tento ouvir o que ele me diz sobre portais pelo universo, sobre como o tempo corre diferente em outros espaços, várias dimensões, raças diferentes, e mais um monte de coisas... e eu só consigo imaginar como sair daquela farofa toda.&lt;br /&gt;Então ele me diz: "já que você não quer ir, eu vou e volto em menos de um minuto... e vou trazer alguma coisa de lá pra você ver!"... Eu juro que nesse momento eu passei do estado de terror e pânico para a catatonia completa! Meu, que insanidade!&lt;br /&gt;- Então tá, vai lá e me traz alguma coisa que comprove isso. Mas não demora, porra... não me sinto confortável esperando você na mesma sala que esse monte de coisas trancadas comigo aqui!&lt;br /&gt;- Não se preocupe, eles estão muito bem guardados. Já volto.&lt;br /&gt;Então ele passou para dentro do tal portal. Se não bastasse todo o meu pavor dentro daquela sala insana, eu comecei a ouvir passos na escada, bem no rumo da porta onde eu desci.&lt;br /&gt;- Canna! Você tá aí?&lt;br /&gt;Ufa, era a esposa do Jairo... "Tô aqui, mas teu marido sumiu.", eu respondo.&lt;br /&gt;- Desencana, ele faz isso todo dia. Só espero que ele não tenha inventado de ir pra algum lugar habitado, já que ele não levou a mochila dele.&lt;br /&gt;- Como assim habitado? Existem mesmo outros planetas com outros seres?&lt;br /&gt;- Claro que existem. O problema é que existem os bons e os maus, e eles estão brigando entre eles. Quando o Jairo vai pra lá, ele sempre leva a mochila dele, caso aconteça algo...&lt;br /&gt;- ALGO? COMO ASSIM ALGO???&lt;br /&gt;- Ah, qualquer coisa diferente...&lt;br /&gt;E nesse momento o portal literalmente cospe o Jairo. Ou o que era ele, ao menos. Tá bom, era um corpo parecido com o do Jairo, com as roupas parecidas com as do Jairo, mas ele estava BEM machucado.&lt;br /&gt;- Cacete! O que aconteceu, meu?&lt;br /&gt;- A guerra está pior do que antes! Eles estão vindo...&lt;br /&gt;E ele cai sem respirar. Morto, eu acho.&lt;br /&gt;Então eu pergunto pra mulher dele: “como eu fecho essa merda desse portal???”&lt;br /&gt;- Não sei!, ela me responde.&lt;br /&gt;- Então vamos ter que abandonar essa casa! Cata o pessoal e leva todo mundo pra fora!&lt;br /&gt;- Quando ele estava vivo, ele me disse para usar duas coisas caso acontecesse algo: uma injeção que ele carregava na mochila, e apertar um botão vermelho ali no painel...&lt;br /&gt;- CADÊ A PORRA DA MOCHILA ENTÃO???&lt;br /&gt;- Está ali na parede, pega ela que eu vou apertar o botão.&lt;br /&gt;Na parede eu encontro uma puta mochila, que parece pesar uns 900 quilos. Coloco ela nas costas, vou até a mesa e... cacete, tem uma porrada de botões!&lt;br /&gt;- Já achou o botão certo?&lt;br /&gt;- É esse daqui.&lt;br /&gt;Ela aperta o botão e, de repente, a energia toda acaba. Tudo fica escuro. Só as luzes das celas ficam piscando. O portal parou de girar. E do nada começamos a sentir um cheiro de queimado enorme.&lt;br /&gt;- Você viu a tal da injeção?, ela me pergunta.&lt;br /&gt;- Nao, deve estar aqui dentro.&lt;br /&gt;- E se esse cheiro for algum veneno e a injeção for o antídoto? Sei lá o que pode acontecer mais agora...&lt;br /&gt;Ela tinha razão, era melhor caçar aquela merda logo. Procurei e logo achei uma maleta onde estava escrito com leds “Emergência”. Deve ser aqui, pensei comigo. &lt;br /&gt;Abri.&lt;br /&gt;Dez seringas com um líquido vermelho fluorescente.&lt;br /&gt;Que porra é essa...&lt;br /&gt;- É melhor injetar isso logo antes que a gente morra. Toma uma, aplica aí na perna.&lt;br /&gt;- Vamos fazer os dois juntos, não quero morrer ou viver sozinha.&lt;br /&gt;- Ta bom, mas anda rápido.&lt;br /&gt;1, 2, 3 e aplicamos.&lt;br /&gt;Dor.&lt;br /&gt;Essa merda queima como se fosse lava.&lt;br /&gt;Imediatamente eu parei de sentir o cheiro de queimado, mas comecei a sentir o cheiro... o cheiro da comida lá em cima? E quem foi que acendeu as luzes?&lt;br /&gt;- O que diabos está acontecendo? E porque os seus olhos estão vermelhos?, eu pergunto.&lt;br /&gt;- Seus olhos estão vermelhos também, e está bem mais claro aqui... o que está acontecendo???&lt;br /&gt;Paramos e percebemos que, ao apertar o botão vermelho, ela disparou uma pequena contagem regressiva.&lt;br /&gt;- Vamos sair daqui, vamos embora... não tô querendo saber o que vai acontecer quando essa contagem chegar em zero!&lt;br /&gt;Arrasto ela escada acima e vejo que a casa está vazia e aberta, como se tivesse sido abandonada mesmo. Vou em direção ao meu carro, mas ela me pára e diz “vamos no carro de fuga, ele tinha preparado esse carro caso acontecesse alguma coisa.”&lt;br /&gt;- Porra, o Jairo sempre pensou que ia dar alguma merda em alguma hora?&lt;br /&gt;- Ele sempre foi precavido ao extremo, entra aí vai.&lt;br /&gt;Entrei num carro preto, com os vidros pretos, sem nenhuma identificação aparente. Dentro dava para perceber nitidamente que era um Mustang modificado ao extremo. Havia mais monitores do que em uma central de segurança de um prédio.&lt;br /&gt;- Identificação positiva, bom dia. Qual é o destino, por favor?&lt;br /&gt;Sim. Quem disse isso foi o carro, com aquela voz quase metálica que todo robô futurista teima em ter.&lt;br /&gt;- Código Omega., ela disse.&lt;br /&gt;- Como assim? Agora tô perdido de novo...&lt;br /&gt;- Era esse o código que eu tinha que usar...&lt;br /&gt;- Já sei... caso desse alguma merda. Tá, mas ele vai fazer o quê com esse código?&lt;br /&gt;Eis que o carro me responde:&lt;br /&gt;- Apertem os cintos de segurança, vamos para casa. Enquanto isso vou quebrar a claridade para vocês não se incomodarem tanto.&lt;br /&gt;Aí o vidro escurece, o motor ronca alto e o carro sai pelo portão afora comendo estrada como um louco.&lt;br /&gt;- Pega aí a maleta e vê se tem alguma coisa escrito nela, porque eu to com uma dor de cabeça sem noção...&lt;br /&gt;Eu abro a mochila e a maleta, dentro dela tem um papel manuscrito.&lt;br /&gt;Eu li ele todo e não estava acreditando no que acabava de ler.&lt;br /&gt;- Diz aí, o que tá escrito?&lt;br /&gt;- Você não vai gostar. E é sério.&lt;br /&gt;- Lê logo, to ficando com medo!&lt;br /&gt;“Se você está lendo esse manual, então tudo o que eu previ aconteceu: o portal trouxe algum problema para o nosso mundo.”&lt;br /&gt;Pausa para ouvir a explosão.&lt;br /&gt;Sim, a casa do Jairo explodiu.&lt;br /&gt;Se eu não estivesse dentro de um carro que estava SE dirigindo sozinho, com os vidros totalmente escuros e se não estivéssemos MUITO rápido, eu diria que essa explosão não existiu. Mas como eu já vi coisas demais pra um dia, então deixa aquela merda toda ir pro espaço mesmo. Fodam-se quem estava lá dentro. Continuo a ler.&lt;br /&gt;“Essas seringas contém um elemento radioativo desconhecido na Terra. Ele mantém intactas e estabilizadas as cadeias de DNA de duas espécies existentes entre nós, mas que não são vistas nem relatadas: os lupinos e os vampiros. Ao injetar essa ampola, o alvo se tornará uma mistura dos dois seres. Com isso eu espero que a humanidade consiga sobreviver ao caos que irá se estender pela Terra. Boa sorte.”&lt;br /&gt;- Tem mais uma porrada de fórmulas e teorias aqui, mas acho que isso já é o suficiente pra gente começar a ficar bem preocupado!&lt;br /&gt;- Teoricamente essa injeção não será fatal para vocês dois, diz o carro. Eu estou monitorando os seus sinais vitais a partir do momento que vocês entraram aqui e, ao que tudo indica, vocês estão normais. A não ser pela sensibilidade à luz e pelo olfato aguçado, vocês estão normais até agora.&lt;br /&gt;- Quer dizer, vamos virar metade vampiro e metade lobisomem. Legal isso, sempre quis ter pêlo comprido...&lt;br /&gt;- Eu nunca imaginei que ele pudesse fazer isso com alguém... eu não conhecia mesmo o meu marido...&lt;br /&gt;- Relaxa, logo logo a gente vai morrer também, aí você tira essa história a limpo lá no céu. Ou no inferno, vai saber...&lt;br /&gt;- E a gente está indo pra onde, ô carro?&lt;br /&gt;- Para casa. É um laboratório onde ele manteve toda a Sociedade em proteção.&lt;br /&gt;Eis que, nessa bagunça toda, toca um telefone.&lt;br /&gt;- Telefonema vindo da sua casa. Quer atender?&lt;br /&gt;- Como assim minha casa? Ela explodiu a pouco tempo atrás! Quem está me ligando? Alô! Jairo!!! É você mesmo??? O que aconteceu? Sim. Sim. Não. Ele está sim. Para o laboratório. Tá. Você vai lá? Tá. Eu te espero. Um beijo e cuidado.&lt;br /&gt;- COMO ASSIM ERA O JAIRO???&lt;br /&gt;- Ele está vivo e mandou irmos com o Kitt para o laboratório.&lt;br /&gt;- Quem diabos é Kitt, porra???&lt;br /&gt;- Sou eu, senhor. Ao seu dispor., responde o carro.&lt;br /&gt;- Fudeu de vez agora... o carro que está se auto-dirigindo chama-se Kitt. Beleza, só falta dizer que no tal laboratório existem mais pessoas que estão infectadas com essa merda vermelha!&lt;br /&gt;- É... e tem sim.&lt;br /&gt;E o carro pára em frente a um prédio amarelo, com uma pirâmide ao lado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-1995071998295710326?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/1995071998295710326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=1995071998295710326&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1995071998295710326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1995071998295710326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2008/09/casa-do-jairo-parte-2.html' title='A casa do Jairo, parte 2'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-1396934795174940990</id><published>2008-08-06T23:47:00.001-03:00</published><updated>2010-09-21T00:26:12.887-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>ways</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm5.static.flickr.com/4090/4985316410_10cbbcac4f_m_d.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://farm5.static.flickr.com/4090/4985316410_10cbbcac4f_m_d.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;(texto escrito em 2003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sol. &lt;br /&gt;Pôr-do-sol. &lt;br /&gt;Céu alaranjado, nuvens de um azul-escuro inebriante. &lt;br /&gt;Trânsito caótico, como não poderia deixar de ser. Mas prefiro que o som da desordem fique do lado de fora do carro. &lt;br /&gt;Mais um dia cansativo, estressante... mas enfim os carros andam e o trânsito flui lentamente. &lt;br /&gt;Chego em casa, coloco o terno no cabideiro, deixo a luz apagada, permitindo que a sala se ilumine com os últimos raios desse sol quase vermelho. Coloco uma música, sento em minha poltrona, acendo um cigarro e vejo o desfecho de mais um dia. Admiro a paisagem, um misto de concreto e natureza, como se estivesse na primeira fila de um festival de imagens, sons e cores surreais. Reclino meu corpo, como se estivesse procurando um ponto no teto aonde eu possa focar e dissipar minhas preocupações diárias. Sim, aquele é o meu refúgio, minha válvula de escape. Dia após dia eu faço esse mesmo ritual, na esperança de uma hora encontrar esse ponto sem todas essas preocupações. &lt;br /&gt;A porta se abre, eu sinto seu perfume ainda mais macio, como se acabasse de sair do banho. Um beijo, algumas palavras de carinho, indignação, preocupação, amor... coisas. Coisas normais de pessoas normais, com vidas normais. Diferentes apenas em seus pontos de vista e em suas palavras, somos normalmente normais. &lt;br /&gt;Mas essa normalidade teve seu momento diferenciado hoje. &lt;br /&gt;- Lindo, eu preciso te falar uma coisa. &lt;br /&gt;Ela senta no sofá, eu vejo apenas as bordas de seu rosto emolduradas pela luz daquele fim de dia. Mas feliz ou infelizmente eu conheço seus tons de voz, seus trejeitos e maneiras. E, nesse caso infelizmente, ela não estava tranquila. &lt;br /&gt;- Eu recebi uma proposta de emprego fora daqui, e eu não posso recusar. Queria discutir isso contigo. &lt;br /&gt;Sua voz mantinha um tom único, sem as constantes entonações que costumava ter. Pelo reflexo que iluminava seu rosto de leve percebi seus olhos inchados, juntamente com as expressões de dor, angústia e tristeza. Ela estava sem brilho. A única luz que seu rosto expressava era a que passava pela janela da varanda. &lt;br /&gt;Ouvindo ela falar, armazenei cada palavra para analisá-las depois, deixando minha atenção somente para decifrar o que ela sentia. De tudo o que ela me disse, marcaram-me mais as palavras: incontestável, amor, sair, preciso, não, por favor, você, eu, decidir, Londres, passagens, excelente... Tentei encaixar todas as palavras em seus movimentos e, novamente, eu compreendi o que estava acontecendo. &lt;br /&gt;- Bom, então você está indo? &lt;br /&gt;- Você não sabe como me dói ouvir isso de você assim, friamente. &lt;br /&gt;- Como eu posso dizer o que você deve ou não fazer, linda? &lt;br /&gt;- Mas eu queria ouvir a sua opinião. &lt;br /&gt;- Opinião ou conselho? &lt;br /&gt;- Tanto faz, o que você me dirá com certeza faz diferença. E você sabe disso. &lt;br /&gt;- Inclusive com relação ao seu destino? &lt;br /&gt;- Eu não quero te deixar, mas também não posso deixar de ir. &lt;br /&gt;- Nem eu quero que você deixe de ir. &lt;br /&gt;- Você não se importa com isso? &lt;br /&gt;- Claro que me importo, linda. O que não posso de forma alguma é dizer para você o que você tem que fazer. Mesmo que não seja o que eu quero, mesmo que seja o que eu desejo. &lt;br /&gt;- Não entendi, lindo... &lt;br /&gt;Eu acendo um cigarro para ela, e um para mim. &lt;br /&gt;- Bom, sendo mais claro então, não quero que você vá. Mas não quero te perder. &lt;br /&gt;- Aí complica... o que eu faço então? &lt;br /&gt;- Vai. &lt;br /&gt;- Assim? Simplesmente vou e pronto? &lt;br /&gt;- Sim. Vai me deixar muito triste não ter mais você ao meu lado, mas me deixaria mais triste ainda ver você deixar essa oportunidade passar por minha causa. &lt;br /&gt;- Mas e se eu quiser ficar? &lt;br /&gt;- Aí não tem mais dúvida, né linda? &lt;br /&gt;- É... mas eu vou. E queria que você fosse comigo. &lt;br /&gt;- É complicado isso. Você sabe que não vai ser fácil achar um emprego como o meu por lá. &lt;br /&gt;- Mas você poderia tentar, por uns tempos. &lt;br /&gt;- Não sei. Recomeçar? De novo? Com os mesmos riscos de antes? &lt;br /&gt;- Porque não? &lt;br /&gt;- Linda, é muito difícil deixar uma vida montada para caçar uma nova vida. &lt;br /&gt;- Mas a minha está começando... &lt;br /&gt;- É por isso que eu digo que você tem que ir. &lt;br /&gt;- Não sei. Preciso pensar. &lt;br /&gt;- Pois pense. Você já sabe a minha opinião. &lt;br /&gt;- Não fique com raiva, muito menos triste. &lt;br /&gt;- Se eu achar um jeito, juro que não fico triste. Mas não estou com raiva, e sim muito feliz. &lt;br /&gt;- Por me deixar, é? &lt;br /&gt;- Claro que não, ow... pelo reconhecimento pelo teu trabalho, né. &lt;br /&gt;- Ah tá, ehehe... &lt;br /&gt;- Muita grana? &lt;br /&gt;- Mais que o dobro do que eu ganho hoje. &lt;br /&gt;- Hmmm... Londres? &lt;br /&gt;- Sim. &lt;br /&gt;- Hmmm... lá é frio, você precisará de alguém para te esquentar, ehehe. &lt;br /&gt;- Cobertor existe para isso, bobo. &lt;br /&gt;- Eu posso te levar uns chocolates quentes... &lt;br /&gt;- Ah é? &lt;br /&gt;- Se você me sustentar... &lt;br /&gt;- Olha só que abusado! &lt;br /&gt;- Mas eu não dou despesa, e sou limpinho, ehehe... &lt;br /&gt;- Bobo! &lt;br /&gt;- Linda! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as luzes da cidade tomam conta da sala vazia, iluminando paredes e quadros repletos de planos, idéias e vidas. &lt;br /&gt;Vidas diferentes. &lt;br /&gt;Como partes desconexas. &lt;br /&gt;Quebra-cabeças aonde sobram peças sem encaixe... &lt;br /&gt;... mas sobram também belas paisagens...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-1396934795174940990?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/1396934795174940990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=1396934795174940990&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1396934795174940990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1396934795174940990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2008/08/sol.html' title='ways'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-4627064165485467037</id><published>2008-07-31T10:25:00.002-03:00</published><updated>2010-09-21T00:26:12.888-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>surviving</title><content type='html'>(Texto escrito em 1999)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele corre por toda a extensão da floresta, com os passos sendo acompanhados pelo marchar  dos outros soldados que estão à sua caça. Sim, é uma caça. E infelizmente eu não estou do  lado que gostaria. Então eu continuo correndo, sem me importar com os galhos cortando meu  corpo ou o chão martelando meus pés. De repente uma flecha passa do meu lado e acerta uma  árvore mais à frente, como se estivesse me lembrando o porquê daquela fuga. Nós  sobrevivemos, sim, lutamos como verdadeiros soldados, mas a vantagem numérica nos fez  amargar uma triste derrota. Dos que restaram, muitos foram mortos cruelmente, alguns capturados, e poucos fugiram para tentar encontrar refúgio em suas próprias terras ou, quem sabe, encontrar ajuda vindo ao encontro dos que sobreviverem. Mas eu não vejo nenhum soldado  nosso vindo em minha direção, nenhum tambor rufando ao longe, nenhum exército marchando... só a floresta cada vez mais fechada passando rapidamente pelos meus olhos. Não posso parar  de correr, não tenho como me esconder, tenho que continuar minha luta desesperada contra o  cansaço que rasga todos os músculos do meu corpo. Várias flechas passam por mim, eu ouço  cada passo pesado e abafado dos soldados atrás de mim, querendo minha captura a todo preço. Por alguns momentos pensei em me deixar ser capturado e sofrer as consequências, mas eu prefiro acreditar em um refúgio adiante do que me entregar a um bando de carniceiros. De repente uma flecha acerta meu ombro. Minha visão turva com a dor, meu corpo cambaleia,  minha boca fica seca, eu tropeço nas pedras... mas não posso parar de correr. De algum  jeito eu encontro forças para continuar correndo floresta adentro, não vou deixar que me  peguem. &lt;br /&gt;Até que, de repente, eu ouço uma flecha passando por mim vindo de algum lugar na  minha frente! Sim, são meus amigos! Então de repente uma nuvem de flechas passa por mim e  acerta qualquer coisa que esteja atrás de mim. Eu abro um largo sorriso e caio em um  riacho, deixando a água correr pelo meu rosto, me acordando de imediato. Eu arranco a  flecha em meu ombro e rosno de tanta dor. Antes que minha visão fique turva novamente eu me  levanto e vejo dois soldados inimigos vindo em minha direção, branindo suas espadas e machados, prontos para terminarem o que seus outros companheiros começaram. Eu saco minha  espada, mal tendo forças para me manter em pé, mas decidido a não morrer sem lutar. &lt;br /&gt;De repente um machado voa por mim e acerta um dos meus inimigos no peito, fazendo com que o  outro me mostre um olhar de desespero antes de eu notar os passos atrás de mim. Meu melhor amigo passa por mim trotando como um rinoceronte, e acerta o inimigo com seu outro machado, partindo ele ao meio com um único golpe.&lt;br /&gt;Eu caio de joelhos na água, enquanto os outros soldados passam por mim para continuar a batalha. &lt;br /&gt;Nisso eu olho um vulto parado na minha frente, me estendendo a mão. Eu forço minha vista e vejo meu amigo me ajudando a me levantar.&lt;br /&gt;Ele olha para mim, abre um sorriso, e diz:&lt;br /&gt;- A ajuda demora, mas chega! Vamos curar esses arranhões, temos uma grande batalha pela frente!&lt;br /&gt;Eu sorri, e disse:&lt;br /&gt;- Como você mesmo disse, são só arranhões. Me dê uma hora de descanso, comida e água, e estarei pronto. Como você também disse, temos uma grande batalha pela frente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desde então venho vencendo as sucessivas batalhas que aparecem, tanto as minhas quanto as dos meus companheiros...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-4627064165485467037?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/4627064165485467037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=4627064165485467037&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/4627064165485467037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/4627064165485467037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2008/07/surviving.html' title='surviving'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-7702945745617528574</id><published>2008-06-04T22:57:00.002-03:00</published><updated>2010-09-20T23:29:14.291-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CasaDoJairo'/><title type='text'>A casa do Jairo, parte 1</title><content type='html'>Cheguei. O endereço é esse mesmo. Estava devendo essa visita pro Jairo a um tempão, desde que ele se casou praticamente. Saio do carro e, de cara, percebo que a casa é cercada por um muro alto. Bem alto. Alto o suficiente para destoar de todas as casas do conjunto. Bom, até aí tudo bem, segurança nunca é demais... mas aquela luz vermelha em cima do muro me parece uma segurança exagerada. Mas deixa quieto.&lt;br /&gt;Toco a campainha, que não faz barulho, e vejo um teclado numérico do lado do interruptor.&lt;br /&gt;"Nerd é uma merda mesmo!", penso comigo. Então ele vem até a porta e me convida para entrar.&lt;br /&gt;Bem, o que eu poderia dizer do jardim dele? Plantas enfileiradas perto do muro, irrigação embutida, um pátio cimentado na lateral da casa, uma torre no canto, não, duas torres, uma em cada canto do muro da casa, com uma fresta em cada uma delas!&lt;br /&gt;"Você não tem uma casamata ali em cima não, né?", brinco com ele.&lt;br /&gt;"Nunca se sabe o que pode aparecer, ehehe...", ele me responde com um ar de quem estava falando muito sério.&lt;br /&gt;Até agora eu achei tudo bem estranho, mas quando cheguei perto da porta da casa eu tive um certo medo. Medo não, um receio enorme. Tinha um portal de pedra, com uns entalhes parecidos com runas... alguma coisa me dizia que eram símbolos de magia, os mesmos que eu tinha visto certa vez em uma história do Constantine. Seriam símbolos de proteção ou de ocultismo? Nah, não quero nem saber. A porta em si já tinha me tirado a atenção daquele portal... era de um material parecido com couro, algo BEM estranho mesmo, algo meio enrugado, como se tivesse sido grudado na madeira ou costurado, sei lá.&lt;br /&gt;Entramos. A sala ao contrário, parecia muito normal. Sofá, mesinha de centro, poltrona, uma mesinha de canto com uma luminária bacana, quadros com fotos de paisagens, um mapa enorme da via-láctea... tudo bem normal. "Deve ter sido alguma impressão errada minha...", eu penso. Bom, vamos desencanar e aproveitar o bate-papo.&lt;br /&gt;Estávamos eu, Jairo e sua esposa, Rodrigão e sua esposa também, mais uns dois casais de amigos nossos. Muita conversa fiada, muita palhaçada, um bom almoço, um bom vinho, e tudo para ser uma noite agradável. Até agora.&lt;br /&gt;Algumas pessoas foram embora, já passava das quatro e meia da tarde, uns poucos que ainda estávam na casa foram jogar World of Warcraft no escritório dele, e eu fiquei jiboiando na sala, largado na poltrona como se fosse um saco de batatas. Sono. Preguiça de ir embora, mais preguiça ainda de me levantar e ir jogar com o pessoal. Estico o braço e dou uma boa espreguiçada e, sem querer, esbarro em uma estatueta no canto da mesinha! Rapidamente me viro para pegar ela antes que caia, mas ela só tomba pro lado e volta para sua posição normal!&lt;br /&gt;Eu abro minha boca para dizer um palavrão, mas antes disso eu ouço um barulho de pedra se arrastando na sala!&lt;br /&gt;"Que porra é essa???", eu penso comigo, antes que eu fique paralisado pelo medo!&lt;br /&gt;Então eu percebo, dentro do lavabo, uma luz azulada saindo de lá.&lt;br /&gt;Porra, o que você faria nessa hora? Eu fui ver o que estava aceso ali, claro!&lt;br /&gt;Chego perto da porta do lavabo e vejo uma passagem aberta atrás da porta, perto da janela. Ali tem uma escada, totalmente iluminada por luzes azuis no teto. Bom, eu vou ver, né... não deve ter nada de estranho ali.&lt;br /&gt;Desço a escada, tudo bem limpinho, temperatura agradável, não parecia ser nenhuma masmorra medieval. Desço e chego em uma porta de aço, que está destrancada. Pesada, grossa, eu faço força para empurrar ela. Entro na sala e, aí sim, eu sinto minha espinha congelar!&lt;br /&gt;Sabe aquelas salas de experiências científicas de Arquivo X ou da NASA? Poizé, essas daí são masmorras medievais comparadas à sala que eu entrei. Toda a sala é cercada por telas enormes, com várias coisas passando nelas, listas, cálculos, fórmulas, mapas com estrelas, hieróglifos, runas, imagens de pergaminhos... tudo o que você pode pensar englobando coisas estranhas, tinha ali. Em um canto da sala, haviam umas caixas grandes, cheias de luz, que me pareciam ser os computadores dele, pois as luzes piscavam freneticamente nelas. Em um outro canto da sala, haviam outras caixas, essas bem maiores e com poucas luzes mas com um painel na frente delas. Eu chego perto, me desviando das mesas com teclados e luvas, papéis e livros, até conseguir ver o que estava escrito nos painéis: temperatura, pressão, tempo de hibernação, número de identificação, tudo isso em um painel de LCD azul, que também exibia um gráfico parecido com um monitor cardíaco. Então o painel muda as informações e, para meu espanto, mostra uma silhueta de um bicho largo, bem parecido com um lobisomem! Então eu subo os olhos e vejo logo em cima um outro painel onde dizia "Espécie: Crinos n° 12". Cacete, ele tem um lobisomem preso ali! Então fui ver as outras caixas, ou caixões, ou câmaras, sei lá... "Saskuat", "Ravnos", "Homus Sapiens Sapiens", "Atlante", "Vulcano"... e mais um monte de nomes conhecidos e desconhecidos!&lt;br /&gt;Definitivamente eu não estava acreditando no que estava ali. Uma coletânea de todas as histórias em quadrinhos, lendas urbanas, filmes de ficção e de horror que eu conhecia! Dou um passo para trás e páro com os olhos em uma das telas que estavam ali. Apareciam vários cálculos, gráficos e uma imagem em 3D do sistema solar e uma elipse cortando ele, com um nome embaixo dela: "planeta x".&lt;br /&gt;"Ah não, ele está acompanhando a órbita de Nibiru!!!", eu penso... não é possível que isso seja realidade. Então eu vejo trechos bíblicos, pedaços de pergaminhos com identificações sumérias, imagens de estátuas identificadas como sendo dos maias, e mais um monte de fotos.&lt;br /&gt;Eu só podia estar dentro de uma alucinação, só pode. E olha que eu nem bebi muito vinho!&lt;br /&gt;Continuo passando a vista pelas telas até perceber em uma parede uma luz esverdeada... vou até lá e percebo, na parede, uma formação circular com inscrições estranhas nelas, fazendo algo parecido com uma cabala, só que com 11 quadros, e um central que emanava a tal luz verde. Um pedaço de pedra dentro de uma redoma de vidro tinha um papel dizendo alguma coisa sobre dimensões conhecidas e uma dimensão desconhecida, eu não consegui ler o resto pois estava muito deteriorado.&lt;br /&gt;Resolvo não mexer com essas coisas, e me preparo para sair da sala, antes que alguma coisa comece a rosnar ali dentro. Então me viro e vejo o Jairo atrás de mim! Porra! Quase enfartei! Caí em cima de um monte de papéis e começo a xingar ele! Cacete, vai assustar quem tem coragem, porra! Então ele começa a rir e me pede desculpas, dizendo que estava achando engraçado aquele misto de curiosidade e pavor que eu estava demonstrando ao ver todas aquelas coisas. Eu mando ele enfiar as desculpas em outro lugar e me levanto com a ajuda dele.&lt;br /&gt;"Então agora você sabe que eu realmente estudo aquelas coisas que a gente fica falando, e estudo sério.", ele me diz com aquele ar medonho.&lt;br /&gt;"Meu, você é realmente MUITO doido. Antes eu tinha medo de você, agora eu tenho é pavor!!!"&lt;br /&gt;"E você não viu nada ainda... vem dar uma olhada nisso aqui que eu descobri semana passada...", e começa a andar rumo a uma porta redonda, com diversos símbolos escritos ao redor dela, e ao lado dela uma placa escrito "portal estrelar"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quer saber aonde isso vai parar???", ele me pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o portal começa a girar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-7702945745617528574?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/7702945745617528574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=7702945745617528574&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7702945745617528574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7702945745617528574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2008/06/casa-do-jairo-parte-1.html' title='A casa do Jairo, parte 1'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-4047270122108604359</id><published>2008-06-02T22:12:00.001-03:00</published><updated>2010-09-21T00:28:19.209-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Não! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não direi isso, nem assinarei tal termo! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vocês querem que eu aceite o que está escrito nesses papéis, sem ouvir o que está dentro de mim? Impossível! Vocês querem que eu renegue todo o meu fervor, toda a minha paixão, toda a minha vida acreditando em uma única coisa, que move esse mundo... o meu mundo, o nosso mundo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não!! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que façam o que quiser comigo! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Daqui eu posso ver o rosto de vocês com medo, pavor... medo do desconhecido, do que pode vir a acontecer com suas famílias assim que eu me for! São rostos com medo, com hipocrisia, até consigo ver rostos com um certo prazer em me ver aqui... como se eu fosse a primeira pessoa a estar aqui. Não serei a primeira nem a última, e vocês sabem disso. E esse saber é que alimenta os seus desejos mais íntimos de prazer em ver a dor alheia... assim como alimenta o pavor em ter alguém de suas famílias em meu lugar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Temam! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isso mesmo, temam! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É a melhor coisa que vocês podem fazer agora, já que não lhes resta uma só gota de coragem para gritar contra tudo isso! Aceitem o medo em seus lares e vivam como se hoje fosse seus últimos minutos nessa terra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É isso mesmo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já que estão me forçando a isso, então aceitemos todas as regras do jogo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem disse que só existe essa terra aqui? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem disse que não podemos voar? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem disse que não podemos nos transformar em gatos? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eles... eles sempre dizem isso, mas não conhecem absolutamente nada. Com suas roupas impecáveis, seus chapéus empinados e golas brancas, eles não tem a menor idéia de como é bom voar! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nem vocês! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Então continuem aí se entreolhando e se questionando se o que eu digo é verdade ou delírio... delírio de quem, com certeza, vai morrer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morrer... morrer? Sim, vou morrer. Assim dizem eles, assim acreditam eles."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim que a fogueira foi acesa, ela se calou.&lt;br /&gt;Diante dos olhos da pequena cidade, mais uma bruxa foi queimada.&lt;br /&gt;Mas por entre as chamas, alguns conseguiram ver dois corpos.&lt;br /&gt;Em um outro momento, não havia mais nenhum corpo alimentando o fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há quem jure ter visto dois vultos alados voando através da fumaça que se formava naquela noite fria...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-4047270122108604359?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/4047270122108604359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=4047270122108604359&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/4047270122108604359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/4047270122108604359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2008/06/no-no-direi-isso-nem-assinarei-tal.html' title=''/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-2474190983748446539</id><published>2008-05-30T01:03:00.000-03:00</published><updated>2010-09-21T00:26:12.888-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>adaptação</title><content type='html'>Eu sou como água.&lt;br /&gt;Se me colocam em um prato, eu fico raso... &lt;br /&gt;Se me esfriam, eu paraliso...&lt;br /&gt;Se me aquecem, eu espalho...&lt;br /&gt;Se me colocam num tubo, eu estico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou como madeira.&lt;br /&gt;Se me cortam, eu revivo...&lt;br /&gt;Se me tratam, eu retribuo...&lt;br /&gt;Se me queimam, eu dissolvo...&lt;br /&gt;Se me esculpem, eu reinvento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou como ferro.&lt;br /&gt;Se me aquecem, eu derreto...&lt;br /&gt;Se me forjam, eu me adapto...&lt;br /&gt;Se me misturam, eu enriqueço...&lt;br /&gt;Se me afiam, eu mato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-2474190983748446539?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/2474190983748446539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=2474190983748446539&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/2474190983748446539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/2474190983748446539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2008/05/adaptao.html' title='adaptação'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-8570979114663712201</id><published>2008-05-29T22:57:00.002-03:00</published><updated>2010-09-21T00:27:39.195-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WoD'/><title type='text'>nuances...</title><content type='html'>"É hoje que eu acabo com isso. Não vou mais suportar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela repete isso insistentemente desde que saiu de casa. Mesmo sabendo dos riscos que ela corre, senta-se no alto de um prédio e olha para o relógio: 05h12. Mais alguns minutos e ela sabe que tudo estará terminado. Decidiu deixar seu namorado em paz, já que ela própria não havia conseguido ter. A cada minuto seu desespero só piorava, sua angústia tomava proporções escabrosas mesmo para quem estava acostumada com aquelas coisas. Sempre leu tudo sobre ocultismo e tudo mais, mas essa transformação foi um choque para ela. E não foi por acaso que ela preferiu sair naquele dia com seus novos amigos esquisitos, queria saber como eles viviam, como se comportavam em sociedade, se tinham uma sociedade e como era... mera curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosidade que acabou em uma boate, nos braços de um cabeludo qualquer. A única coisa que se lembra é de ter acordado em casa no meio da madrugada com muita sede e um frio inexplicável. Enquanto todos dormiam, ela se arrastou até o banheiro e contemplou seu rosto pálido, seus olhos sem vida... isso mesmo, ela estava sem vida. Uma expressão apática, veias aparecendo, uma cena quase cadavérica no espelho... foi quando ela viu em seu pescoço a assinatura da sua sentença: dois buracos por onde sua vida havia se esvaído. Ela não acreditou no que viu, e resolveu voltar para o quarto. Passou antes pela cozinha e bebeu duas garrafas de água, mas sua sede ainda permanecia. Notou também que enxergava tudo perfeitamente mesmo com a escuridão que reinava na casa. Ela também ouvia tudo o que se passava ao seu redor: seu irmão ressonando, o click do aparelho de televisão se desligando, o cachorro latindo, todos os cachorros que latiam na vizinhança... todos os seus sentidos estavam funcionando a mil. Ela não conseguia pensar direito, só em acabar com essa maldita sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando seu irmão desceu e ficou olhando para ela, com um sorriso no rosto... e um olhar de pânico em seguida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando ela saiu de casa, ensanguentada.&lt;br /&gt;Não poderia mais morar naquela casa.&lt;br /&gt;Não depois do que havia feito.&lt;br /&gt;Como iria conviver com isso?&lt;br /&gt;Seus amigos, seu namorado?&lt;br /&gt;Havia ligado para ele antes, pedindo para esquecê-la pois ela iria desaparecer com os problemas dela. Só esse recado na secretária eletrônica, ele vai compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol reluta em aparecer no horizonte, como se estivesse dando a ela segundos de arrependimento.&lt;br /&gt;Que não vieram.&lt;br /&gt;Ela sente o calor em seu corpo, mais do que sentira em toda a sua vida, sua pele se contraía em rejeição aos raios do sol, a dor era enorme... ela então viu o sol aparecendo, e sentiu seu corpo queimando... e sentiu uma capa envolvê-la e puxá-la para dentro do prédio. Sem forças para reagir, com o corpo extremamente dolorido, ela viu seu namorado a carregando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me deixa terminar com isso, por favor... me deixa acabar com esse lixo que eu me tornei.&lt;br /&gt;- Eu sei o que você é, sei o que você sempre foi e sei no que você se tornou. Mas não foi culpa sua.&lt;br /&gt;- Claro que foi, eu sempre corri atrás disso mesmo quando você me dizia que era perigoso.&lt;br /&gt;- Mas você não escolheu se tornar um deles. Vamos conviver com isso, achar alguma saída.&lt;br /&gt;- Já achei a saída, a única saída...&lt;br /&gt;- Não deixarei você terminar com a sua vida assim.&lt;br /&gt;- Ela já terminou. Essa que está em teus braços é outra vida, outra pessoa, outra Ana...&lt;br /&gt;- É a mesma Ana de sempre, a Ana que eu sempre amei e que continuarei amando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela chora. Seus olhos vermelhos se enchem de lágrimas, seu corpo se recompõe agora que está longe do sol.&lt;br /&gt;Mas a sede ainda continua. Ela abre a boca, mostrando suas presas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode me morder, se é o único jeito de estar ao teu lado e se só assim você manterá a sua sede em paz, então morda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pode sentir o sangue dele pulsando, um corpo cheio de vida que certamente acalmará sua necessidade de sangue. Ela ouve o coração dele e sente como se fosse o seu próprio coração.&lt;br /&gt;Mas é o coração do homem que a ama.&lt;br /&gt;E de quem ela ama também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela recolhe as presas.&lt;br /&gt;E contempla os olhos verdes dele, esperando alguma reação.&lt;br /&gt;- Vamos para minha casa, meu carro está na garagem.&lt;br /&gt;- Não sei como viverei com você...&lt;br /&gt;- Nem eu. Nem eu... Mas certamente melhor do que viver sem você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-8570979114663712201?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/8570979114663712201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=8570979114663712201&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/8570979114663712201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/8570979114663712201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2008/05/nuances.html' title='nuances...'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-7780128768783106599</id><published>2008-05-29T22:37:00.002-03:00</published><updated>2010-09-21T00:28:51.949-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>mulheres...</title><content type='html'>- Porra, mulheres são complicadas pra cacete!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi meu último pensamento antes de bater a porta de casa. Ah, que saco isso... nem para ter um pingo de consideração comigo? Tá certo que não teve como sairmos ontem, mas precisava me tratar como um cavalo hoje? Não dá pra perceber que eu estou procurando um meio de melhorar de vida, e que infelizmente esse meio passa por ter que ficar até um pouco mais tarde no escritório? Tá, nem tanto assim... duas e meia da manhã é exagero, eu sei... mas ela poderia ter um pouquinho mais de paciência e ver que não é bem assim!&lt;br /&gt;Um banho.&lt;br /&gt;Vai me deixar mais relaxado.&lt;br /&gt;Água quente consegue melhorar em 100% meu humor.&lt;br /&gt;Toalha em mãos, pés e roupas no chão, água quente escorrendo pelo rosto... meu corpo reage com uma precisão incrível: os ombros se contraem com a água escorrendo pelas costas, como se estivesse sendo massageado... massageado por ela... com mãos suaves e pressão incrível, ela controla cada fibra de meus músculos como se ordenasse um total estiramento de meu corpo. Seu calor, seu toque, sua respiração, tudo trabalhando em perfeita sincronia para me deixar mais que relaxado. Ai, cazzo.... melhor sair do chuveiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por onde eu ando em casa, eu vejo o toque dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sofá, a varanda... complicado isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê meu cigarro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve estar na varanda... ah, achei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tragada profunda, o frio da noite, a fumaça no ar, a cidade quieta dentro do possível, o barulho da televisão no vizinho, sons de uma cidade que finge que dorme enquanto engole seus habitantes lentamente, consumindo cada minuto dedicado a uma vida corrida e louca.&lt;br /&gt;A fumaça saindo da minha boca teima em se misturar com a neblina, formando desenhos interessantes e embaçando os vidros da janela, assim como os vidros de um carro com dois amantes, assim como o meu carro com nós dois, tentando nos desvencilhar das roupas pesadas e dos cintos de segurança... mantendo todos os sentidos atentos ao máximo, para aproveitarmos cada milissegundo de loucura e para atentarmos aos movimentos exteriores, conscientes da difículdade de se prestar atenção na rua, tendo uma língua irriquieta em minha boca, com um corpo semi-nu em cima do meu corpo semi-vestido, com uma ardente movimentação de corpos em um pequeno espaço, suficiente apenas para nos tornarmos um só, movidos pelo tesão e adrenalina que pulsam e jorram de nossos corpos e... está frio, melhor entrar e tentar dormir um pouco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cama arrumada, travesseiros perfilados, lençóis esticados, e... vupt!&lt;br /&gt;Um salto perfeito na cama!&lt;br /&gt;E um ricocheteio nem tão perfeito assim, que quase me joga no chão!&lt;br /&gt;Cacete... odeio calcular mal o impulso... mas bom, já é hora de dormir.&lt;br /&gt;Amanhã eu ligo pra ela e vejo o que faço. Ou o que falo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema de ser solteiro é a desarrumação arrumada que temos em nossas vidas... eu deveria ter trocado a roupa de cama ontem, por exemplo. Consigo ainda sentir o perfume dela no travesseiro, como se ela estivesse aqui do meu lado, me olhando com aqueles olhos de quem quer mais um pedaço de bolo, de quem quer uma palavra carinhosa ou um beijinho de “até amanhã”... esperando que eu a tome em meus braços e lhe dê um beijo quente e macio, daqueles de manter o corpo anestesiado por alguns instantes e incendiado por muitos outros... um preparo para mais intensas horas de prazer dentro de nossas almas e corpos, com direito a movimentos, coreografias e sons típicos, todo tipo de música para nossos ouvidos, nos levando aos céus, todos eles sejam quantos forem... quantas vezes forem... quantas formas forem... quantos bips forem... bips... meu pager!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagem dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê meu telefone?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que essa Coca ta fazendo aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus..... achei, obrigado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eita, ela quer saber se eu estou dormindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligo pra ela, é melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Oi..." e passam-se aqueles vagos minutos que se tem ao telefone quando uma merda foi feita por ambos os lados...&lt;br /&gt;"Tá, eu sei..." e outros minutos de explicação intempestiva e emotiva da situação...&lt;br /&gt;"Agora?" essa é a expressão-chave de uma situação de risco. Ela pode considerar uma ofensa.&lt;br /&gt;"Ok, to indo aí." e essa é a sentença final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone voa.&lt;br /&gt;Chave do carro, chave do carro, chave, chaveee... dentro do sapato.&lt;br /&gt;Sapato não, tênis... e uma cueca nova.&lt;br /&gt;Meias também.&lt;br /&gt;E um perfume.&lt;br /&gt;E a carteira, está na sala...&lt;br /&gt;Putz, olha o tempo.&lt;br /&gt;Pronto, fui!&lt;br /&gt;É agora ou nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres são complicadas pacaraio.&lt;br /&gt;E como!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-7780128768783106599?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/7780128768783106599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=7780128768783106599&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7780128768783106599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7780128768783106599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2008/05/mulheres.html' title='mulheres...'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-7499443985494136058</id><published>2008-05-27T14:43:00.001-03:00</published><updated>2010-09-21T00:28:51.950-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>páreo duro</title><content type='html'>E partiram..... todos os cavalos alinhados na reta Mary Jane vem surgindo pela ponta e mantém velocidade seguida de perto por Tornado estão passando agora pela primeira curva com o segundo pelotão avançando pela parte interna da curva estão acelerando enquanto Mary Jane ainda mantém meio corpo de vantagem sobre Tornado que está perdendo espaço para Valha-me Cristo um cavalo respeitado nas igrejas agora estamos na reta oposta e os pelotões estão se misturando será que os cavalos que estão na frente serão atropelados pelo segundo pelotão agora eles estão todos embolados no final da reta oposta e juntam-se para fazer a última curva os cavalos estão todos amontoados e Mary Jane ainda mantém um focinho de vantagem sobre aquele cavalo que eu não sei o nome e Mary Jane acaba de ser ultrapassada por Mogno e estamos entrando na última reta com todos os cavalos embolados e agora a disputa está sendo por focinhos não sei quem está na frente mas estão chegando perto e cruuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuzam a linha de chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa Ruim ganha o páreo de hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-7499443985494136058?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/7499443985494136058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=7499443985494136058&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7499443985494136058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7499443985494136058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2008/05/preo-duro.html' title='páreo duro'/><author><name>MCanna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp2.blogger.com/_vljw4E8S0wY/SDtzQa5UEPI/AAAAAAAAADU/muOJnPXmVHI/S220/Eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-5514837300180728474</id><published>2008-04-25T10:15:00.005-03:00</published><updated>2010-09-21T00:28:51.956-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>Diversidade...</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Dia desses estavamos comentando sobre gírias  estaduais, e entre um "mas bah, tchê" e um  "arre égua", me questionaram porque  Brasília não tem gírias. Como assim não tem gíria? Em todo lugar existe um  dialeto, um jeito de se expressar, seja com palavras ou expressões únicas ou com  uma entonação diferente. Tomei como exemplo a capacidade de comprimir as  palavras que o mineiro possui. É incrível como eles conseguem suprimir as  últimas letras das palavras e ainda assim fazer com que a gente entenda, como  "cafezin", "pouquin" e "você mess". Ao contrário do carioca, que pega um saco  cheio de "X" e "S", enche a mão com esss letras e joga em cima das frases, sejam  elas no singular ou no plural. Quando perguntam ao carioca quantas patas tem um  cavalo, ele não responde "quatro" porque não chhhhhia, então ele responde  "doixxx maixxxx doixxxx". A proliferação do chiado nas frases cariocas é tema de  discussão em qualquer fórum de preservação ambiental!&lt;br /&gt;Outro exemplo é a  entonação da frase, que têm como maiores representantes o gaúcho e o baiano.  Pode reparar como os dois falam cantando, só que o gaúcho eleva o tom no final  da frase, e o baiano abaixa o tom. É como se eles falassem algo parecido com  "mas bAH TCHÊ, tu tens como VER O QUE SE PASSA?", e o baiano ao contrário, diria  "MEU rei, VOCê pode ver isso?"&lt;br /&gt;Brasília, nesse ponto, não tem nada de  especial. Nós falamos na mesma entonação sempre, e não costumamos comer ou  adicionar letras nas palavras.&lt;br /&gt;Mas em compensação temos utilizações  incrivelmente toscas para palavras e expressões simples e comuns. Começamos com  "massa" e "palha". Antagonicamente falando, se algo é massa então ele não pode  ser palha, e vice-versa. Um carro massa necessariamente nã indica que ele tenha  sofrido uma funilaria agressiva, mas um cabelo palha pode realmente ser um  cabelo de palha, tudo depende do contexto.&lt;br /&gt;E por falar em contexto, nada é  mais versátil do que "escroto". Sim, escroto mesmo. O escroto do escroto é que  ele pode ser empregado em qualquer frase, com qualquer entonação, e o  brasiliense vai entender o que você quis dizer! Quer um exemplo? "Prestenção" na  frase seguinte: "o escroto fez uma manobra escroooota e tomou um tombo  escroto!". Simples assim. Linguisticamente falando, é escroto.&lt;br /&gt;Mas não é  mais escroto do que o "carái, véi". Putaquepariu, ô expressão maldita essa! E  aqui em Brasília existe uma variação idiomática chamada "caráivéiês", que é  utilizada indiscriminadamente por grande parte da população daqui. É uma  expressão que demonstra espanto misturado com excitação, como podemos ver na  seguinte frase: "carái, véi, levei um tombo escroto!"... Tá bom, fica escroto  usar mais de um problema linguístico na mesma frase mas, carái, véi, isso é  palha mesmo!&lt;br /&gt;Outra coisa que me deixa intrigado é a utilização demasiada do  "tipo assim". Como assim tipo assim? Tipo assim é uma expressão usada parar  reforçar uma idéia escr.. tosca ou não. Pra mim não é nada mais que um reforço  para a presumida incompetência do ouvinte em entender o que se fala. Então o  "candango" (argh..) fala com o "bróder" dele: "carái, véi, o tombo foi escroto,  tipo assim, ele voou altão e tomou um estabaco palha!"... eu sei, está piorando,  mas ainda tem outra expressão tão ininteligível quanto "tipo assim". É o "pegou  e foi", ou "pegou e fez", ou "pegou e levou". Sim, ele pega e faz alguma coisa,  mas não se sabe o que ele faz ou o que ele pega. Ok, vamos lá, é a última frase  que eu falo, prometo... "carái, véi, o tombo foi escroto, tipo assim, ele pegou  e voou altão e tomou um estabaco palha!"... tá bom, ele pegou o quê, porra? Como  assim pegou e voou? Pegou um avião? Pegou um par de asas???&lt;br /&gt;Carái, véi,  depois dizem que Brasília não tem gíria.&lt;br /&gt;Fala sério...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-5514837300180728474?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/5514837300180728474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=5514837300180728474&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/5514837300180728474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/5514837300180728474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2008/04/diversidade.html' title='Diversidade...'/><author><name>Canna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp1.blogger.com/_neIPSgjLae0/R181YynxwrI/AAAAAAAAABE/qgwhCy8O08k/S220/My+eye+(WinCE).jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-4509694052107739570</id><published>2007-11-26T09:37:00.001-02:00</published><updated>2010-09-21T00:29:36.541-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><title type='text'>revelações</title><content type='html'>Novamente eu olho a chuva que cai sobre a cidade. Cigarro aceso, luz apagada e a mente viajando, tenho como trilha sonora um CD do Eric Serra com a trilha do filme Imensidão Azul. Eu ouço os sons da noite misturado com as músicas, criando um fundo de primeira qualidade. Tudo poderia estar muito bem, só que dessa vez ela não está comigo. Discutimos. Como nunca havíamos brigado antes. Ela saiu daqui com uma lágrima no rosto, deixando todas as suas coisas para trás, e deixou uma lágrima em meu rosto também. Ela me faz muita falta, me completa, me incentiva. Me dá razões para continuar. Mas discutimos muito. Não só por pequenas coisas, mas por tudo. Tudo o que conversamos e o que não conversamos, sobre o que passamos, sobre oportunidades, situações, pessoas, lugares, posses. Tudo. Parece que nossas diferenças ressaltaram de uma forma monstruosa, colocando de lado todas as nossas semelhanças e o nosso amor. Sim, nosso amor. Posso dizer isso pois tenho certeza de que ela me ama assim como eu a amo. Mas cedo ou tarde os pêndulos de nossas intempéries iriam se cruzar, e da pior forma possível. Eles sempre se esbarraram em sentidos opostos ou em velocidades diferentes, mas dessa vez resolveram dançar no mesmo ritmo. E infelizmente não foi um ritmo que queríamos dançar.&lt;br /&gt;Acendo outro cigarro, tomo um gole do meu whisky, a chuva não pára.&lt;br /&gt;Meu telefone toca, eu nem cogito atendê-lo. Se não for ela, nem quero saber quem é. Se ela estiver me ligando, o que falar? Que eu errei? Não... eu não errei. Nem ela. Temos certeza disso. Ou tenho, não sei.&lt;br /&gt;Atendo o telefone, problemas no escritório, resolvo mais tarde. Um trago no cigarro me mostra a minha real situação de incerteza, de confusão, de fragilidade perante essa situação. Aliás não só em relação ao relacionamento, mas em relação à tudo. Planos, idéias, sonhos de partilharmos uma mesma estrada, uma mesma vida juntos... tudo isso recai como uma bigorna em minha cabeça. Tantas noites em claro traçando rumos e situações e lugares... e nada mais. Infelizmente é pecado adivinhar o que teremos pela frente, quais as provações que passaríamos, se terei uma casa e família. Atualmente não podemos fazer nada além de lutarmos pelo que desejamos com todas as nossas forças. Futuro? Cada dia mais incerto, mais perigoso e infinitamente preocupante. Cada traço que damos hoje no rumo de um ponto futuro pode vir a se tornar uma marca no papel depois de apagarmos e redesenhá-lo. Aonde foi parar nosso ponto de chegada? A cada dia que passa ele se torna mais distante, incerto, cinza como o céu de hoje, encoberto por pesadas nuvens e envolvido em raios. Raios que clareiam nossas metas. Raios que clareiam meu rosto refletido na janela. Iluminam a rua me mostrando os carros passando e os que estão estacionados, as pessoas cada vez mais apressadas, apavoradas por ter que andar em plena madrugada para chegar em suas casas ou empregos, pessoas paradas observando o movimento, algumas observando o nada. E dentre elas está ela, recostada em seu carro ora olhando fixamente para a portaria do meu prédio, ora olhando para seu celular molhado. Ligar? Sim, está frio lá fora. Não, por medo de sua resposta.&lt;br /&gt;Só me resta fixar novamente meu ponto lá adiante e recomeçar a desenhar minha linha até ele.&lt;br /&gt;Ela levanta o olhar até meu apartamento, mas com as luzes apagadas ela não me vê.&lt;br /&gt;A não ser por um pequeno instante, onde toda a sala fica iluminada por um raio.&lt;br /&gt;Eu abro a janela sem me importar com a chuva.&lt;br /&gt;Ela olha para o celular.&lt;br /&gt;Eu reclino meu corpo já encharcado.&lt;br /&gt;Ela me ouve pensar.&lt;br /&gt;Eu olho para a porta e abro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela sai do elevador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-4509694052107739570?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/4509694052107739570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=4509694052107739570&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/4509694052107739570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/4509694052107739570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/revelaes.html' title='revelações'/><author><name>Canna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-6143343555722689464</id><published>2007-11-26T01:21:00.000-02:00</published><updated>2010-09-21T00:29:42.690-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WoD'/><title type='text'>a qualquer preço</title><content type='html'>Todas as noites é a mesma coisa... saio pelas ruas caçando informações, falando com todo e qualquer tipo de escória que possa me dar uma pista sobre meus trabalhos, buscando alguma luz por onde possa começar a investigar.&lt;br /&gt;Entro no último bar aberto que encontro, vou até o final do balcão, peço um uíske enquanto vasculho o bar rapidamente.&lt;br /&gt;O local parece ter sido tirado da última foto de uma revista sobre os piores locais do mundo: sujo, com uma fumaça constante de cigarro que se mistura com o cheiro de madeira velha e chão sujo.&lt;br /&gt;Atrás de mim estão sentados três idiotas vestidos como mendigos e se passando por presidentes, no meu lado direito eu vejo um velho bebendo o que me parece ser uma cerveja e resmungando com o barman coisas sobre facções paramilitares e bombas caseiras. Lixo. Tudo é lixo, e da pior espécie possível. Viro meu uíske e peço outro, mesmo sabendo que vou me arrepender por ter tomado essa segunda dose.&lt;br /&gt;Assim que termino de pedir, entra no bar um sujeito com roupas ridículas e um sobretudo em tons marrom e laranja, falando alto e pedindo uma porção de algo que não entendi. Como é que alguém pode pedir algo para comer naquela espelunca? Bom... com aquelas roupas, eu não duvido de mais nada.&lt;br /&gt;E ainda bem que eu não duvidei, pois em uma fração de segundo eu pensei ter visto uma cauda por baixo do sobretudo!&lt;br /&gt;- Quem é o idiota?, eu pergunto.&lt;br /&gt;- Não sei ao certo quem ele é... pagando a bebida, ele pode ser até o Elvis.&lt;br /&gt;- Mas ele sempre vem aqui?&lt;br /&gt;- Umas duas vezes a cada mês. Sempre vem aqui, fala alto, espanta as raras mulheres que aparecem, senta com algum bêbado, troca umas palavras e sai com o cara.&lt;br /&gt;- Uma bichona então...&lt;br /&gt;- Sei lá se ele trepa com os caras, só sei que eles deixam de frequentar o bar. Mas mesmo assim eu nunca fiquei um dia sequer com o bar vazio.&lt;br /&gt;- Muito estranho isso.&lt;br /&gt;- Bom, foda-se. Ele tá bebendo, pagando e num tá quebrando nada. Pra mim ele é um excelente cliente.&lt;br /&gt;Eu poderia ter engolido a outra dose do uíske e ir embora naquele momento, mas eu já ouvi muita coisa estranha nas ruas. Estranhas mesmo. E com certeza essa não era mais uma história de dono de bar contada para manter clientes.&lt;br /&gt;Discretamente, eu olho para ele e vejo o esquizito sentado em uma mesa com um dos bêbados do bar. Olho firmemente para ele e calmamente desço minha mão até o bolso do meu casaco, quando ele de repente vira e olha em meus olhos, e eu ouço claramente a voz dele em minha mente me dizendo "não precisa fazer isso, você já sabe quem eu sou."&lt;br /&gt;"então sabe que estou atrás de você a muito tempo."&lt;br /&gt;"e eu vim aqui hoje atrás de você."&lt;br /&gt;Ele se levanta da mesa e vem andando até o balcão, senta do meu lado e pede uma cerveja.&lt;br /&gt;- Você sabe que eu não sou desse tipo de pessoa que você está acostumado a enganar, Noley. - eu falo com ele incisivamente.&lt;br /&gt;- Todos são desse tipo, porque você seria diferente?&lt;br /&gt;- Eu costumo acabar com as festinhas que você gosta de promover.&lt;br /&gt;- Todos têm o direito de se divertir... porque você quer ser o manda-chuva do mundo?&lt;br /&gt;- Eu quero que as pessoas...&lt;br /&gt;- EU quero, EU faço, EU sou... deixa de querer ser a palmatória do mundo, rapaz!&lt;br /&gt;- A questão é que os caras lá de cima não acham isso.&lt;br /&gt;- E você vai ser um pau-mandado deles até quando?&lt;br /&gt;- Até quando eu quiser.&lt;br /&gt;- Ou até quando eles acharem outro melhor...&lt;br /&gt;- Não vão me substituir. Ninguém quer fazer o que eu faço.&lt;br /&gt;- Prepotência... isso é interessante quando vindo de um capacho de anjo.&lt;br /&gt;- Qual é, ô!&lt;br /&gt;- Tapete sim... vai negar?&lt;br /&gt;- Claro!&lt;br /&gt;- Você não recebe ordens deles? Não presta conta pra eles? Não é punido quando falha?&lt;br /&gt;- Você está chutando...&lt;br /&gt;- Estou afirmando.&lt;br /&gt;- Você não sabe de nada do que se passa lá em cima...&lt;br /&gt;- Sei mais do que imagina.&lt;br /&gt;- Não imagina o problema que é.&lt;br /&gt;- Claro que imagino. Por isso que eu estou aqui.&lt;br /&gt;- Deixa de conversa...&lt;br /&gt;- Seria muito melhor viver sem a aprovação deles.&lt;br /&gt;- Claro que sim... mas não dá.&lt;br /&gt;- Dá.&lt;br /&gt;- Como então??&lt;br /&gt;- Não posso mostrar aqui, e você sabe disso...&lt;br /&gt;- Então vamos.&lt;br /&gt;Ele deixa dez reais no balcão e levanta com um sorriso no canto do rosto. Eu deixo ele dar um passo na minha frente, saco minha espada e cravo ela em suas costas.&lt;br /&gt;- Maldito! Argh...! Traição! Porque isso, maldito?? - ele berra enquanto ajoelha à minha frente.&lt;br /&gt;- Nada do que você me oferecer é melhor do que a paz que eu tenho com os céus, demônio.&lt;br /&gt;Então eu retiro a espada e corto sua cabeça.&lt;br /&gt;- Não vai ter mais festinha no bar - eu olho para o barman assustado e deixo ele ver meus olhos totalmente brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora eu posso voltar pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes deixa eu dar uma passada na igreja...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-6143343555722689464?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/6143343555722689464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=6143343555722689464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/6143343555722689464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/6143343555722689464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/qualquer-preo.html' title='a qualquer preço'/><author><name>Canna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-3842003499899901109</id><published>2007-11-13T19:13:00.001-02:00</published><updated>2007-11-13T19:14:30.516-02:00</updated><title type='text'>simplesmente assim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm2.static.flickr.com/1099/640982460_77d818f712.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://farm2.static.flickr.com/1099/640982460_77d818f712.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O sorriso de quem se ama vale muito mais do que algumas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-3842003499899901109?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/3842003499899901109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=3842003499899901109&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/3842003499899901109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/3842003499899901109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/simplesmente-assim.html' title='simplesmente assim'/><author><name>Canna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm2.static.flickr.com/1099/640982460_77d818f712_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-5692960627622579336</id><published>2007-11-12T16:29:00.000-02:00</published><updated>2010-09-21T00:30:20.716-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>territórios</title><content type='html'>- Não vá!&lt;br /&gt;- Fique aqui e não saia por nada!&lt;br /&gt;- Não quero ficar sem você!&lt;br /&gt;- Você não pode fazer nada a não ser se proteger!&lt;br /&gt;- Não...&lt;br /&gt;Eu fecho o portão. Encosto minhas mãos nele e quase sinto as mãos dela do outro lado da madeira grossa, sabendo que pode ser a última vez que toco em sua pele.&lt;br /&gt;Me viro para o corredor, as escadas sujas escavadas na pedra não me deixam outra rota a não ser a morte.&lt;br /&gt;Minha ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto minhas mãos e começo meu ritual.&lt;br /&gt;Minhas tatuagens começam a se mover e se espalharem pelo meu corpo, saindo de minhas mãos e subindo pelo meus braços, até cobrirem todo o meu corpo. Elas giram pelo meu pescoço e vão cada vez mais rápido, criando uma redemoinho de vento ao meu redor. Meus olhos brilham, meu corpo esquenta, meu coração dispara.&lt;br /&gt;Adrenalina a mil.&lt;br /&gt;Proteção.&lt;br /&gt;Subo as escadas do velho armazém e ando através dos barris de vinho até a porta, de onde posso ver os outros soldados se vangloriando sob as carcaças de meus amigos.&lt;br /&gt;- Showtime. - diz uma voz familiar.&lt;br /&gt;- Bom saber que não estou sozinho - eu respondo. Olho para Julio e vejo mais alguns com ele. E, para meu alívio, todos os seus olhos brilhavam.&lt;br /&gt;- Minha cidade não vai ser palco de nenhum filho da puta.&lt;br /&gt;Tiro minhas espadas no momento em que ouço gritarem lá fora:&lt;br /&gt;- TEM MAIS DELES!&lt;br /&gt;Então saímos.&lt;br /&gt;E nunca vimos tantos corpos espalhados pelas ruas.&lt;br /&gt;Mas elas ainda teriam mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro horas e vários cortes depois, levantamos nossa bandeira no meio da praça.&lt;br /&gt;Conseguimos.&lt;br /&gt;Ao custo de uma mão, mas conseguimos.&lt;br /&gt;Nossa cidade não sreá mais saqueada, incendiada ou tomada por outros mercenários.&lt;br /&gt;Levanto meus olhos e vejo através da fumaça a entrada do armazém.&lt;br /&gt;Me arrasto até ele, vejo a porta arrebentada. Minha espinha gela. Ando até as escadas pelo meio das chamas e paro em frente ao portão. Marcas de machados e espadas por todo o local. A fumaça e o medo me sufocam. Coloco minha mão restante na madeira ainda quente, esperando sentir a suavidade do toque dela. Minha tatuagem se recolhe. O portão se abre, a fumaça sai de dentro como se quisessem não presenciar a cena que estava por vir.&lt;br /&gt;Ninguém. Nada. Só cinzas e um cheiro insuportável de queimado. Eu caio sobre meus joelhos, meus olhos se enchem de lágrimas. No canto, perto de uma das entradas de ar, eu consigo ver um brilho diferente.&lt;br /&gt;Um brilho pulsante.&lt;br /&gt;Fraco, mas ainda pulsante.&lt;br /&gt;Seu anel vital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de repente começa a subir um redemoinho de vento ao meu redor...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-5692960627622579336?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/5692960627622579336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=5692960627622579336&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/5692960627622579336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/5692960627622579336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/territrios.html' title='territórios'/><author><name>Canna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-1440312200149555110</id><published>2007-11-11T21:21:00.000-02:00</published><updated>2010-09-21T00:30:26.538-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='WoD'/><title type='text'>alimento</title><content type='html'>Sangue.&lt;br /&gt;O gosto de sangue ainda está em minha boca.&lt;br /&gt;Eu sinto seus batimentos cardíacos em meu corpo como se fossem os meus, como se ainda houvesse vida dentro do seu corpo.&lt;br /&gt;Agora é apenas mais um corpo, mais um que se juntará aos diversos que estão na floresta, à mercê das criaturas da noite.&lt;br /&gt;Das outras criaturas da noite.&lt;br /&gt;Deixo ele encostado em uma árvore, como normalmente faço, sentindo a mata vibrando pela minha saída para que eles se deliciem com os restos do meu prazer. O cheiro do sangue atrai toda e qualquer forma de vida noturna dentro das folhagens, mas eles mantém o respeito pela minha figura, pela minha presença. Sabem que eu sou um caçador mais hábil e mais forte. Têm medo.&lt;br /&gt;Eu volto para o meu carro e me dirijo até a minha casa, vendo os lobos devorarem o corpo que deixei para trás. Era uma garota interessante, mas não o suficiente para me comover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais porque eu estava faminto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-1440312200149555110?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/1440312200149555110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=1440312200149555110&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1440312200149555110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1440312200149555110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/alimento.html' title='alimento'/><author><name>Canna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-4747041128356548369</id><published>2007-11-08T14:25:00.000-02:00</published><updated>2010-09-21T00:30:51.896-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>guerra pessoal</title><content type='html'>Um estrondo.&lt;br /&gt;Perto de mim.&lt;br /&gt;Me apoio em meus joelhos, prevendo que não sairei desse campo com vida a não ser que nos mandem reforços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E meus inimigos não se cansam de vir... gritando e branindo suas espadas sobre suas cabeças, criando um zunido de guerra extremamente familiar e apavorante por si só, como se não bastassem seus rostos pintados e seus brasões estampados em seus peitos.&lt;br /&gt;Me levanto, desviando de um machado que ia certeiro em meu braço... jogo o corpo pro lado e corto o braço armado. Com a inércia da espada, acerto outro braço ao meu lado... e começo novamente minha dança de guerra. Girando o corpo e posicionando minhas espadas de uma maneira mortal, vou desferindo golpes em meus inimigos um por um, deixando por terra uma trilha de corpos decapitados, com membros decepados ou agonizando até morrerem.&lt;br /&gt;Vejo de relance meus soldados utilizando a mesma técnica com diversas outras armas, cada um com sua expressão própria de vitória pessoal, criando em torno de si uma aura de confiança e medo, mesmo sabendo que estamos cansados e em menor número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não podemos sucumbir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repentinamente os inimigos param de avançar e lentamente recuam, nos arrastando inconscientemente para a floresta.&lt;br /&gt;Eu paro. E ordeno que parem. Não iremos atrás deles. Levanto minha mão e ordeno que os arqueiros disparem, antes que eles entrem na floresta por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flechas zunindo em meus ouvidos me proporcionam uma visão mais do que otimista. Restam muito poucos deles, e eles recuam. Apoio meus braços em minhas pernas, retomando meu fôlego já minado por dias e dias de batalha intensa e sem reforços... olho para meu lado e vejo meus melhores soldados com a mesma atitude, o mesmo olhar de descrença na vitória aparente. Mais atrás alguns de meus arqueiros ainda estão de pé, totalmente desprevenidos pois minha cavalaria fora toda ela dizimada. Consigo contar uns duzentos soldados e arqueiros ao todo. Não resistiremos a mais uma investida deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço trotes ao fundo, vindo de uma posição atrás da nossa.&lt;br /&gt;Enfim reforços.&lt;br /&gt;Respiro fundo e levanto os olhos na direção de meus arqueiros.&lt;br /&gt;Mas não vejo reforços.&lt;br /&gt;Vejo os cavaleiros deles subindo a colina pelo flanco direito.&lt;br /&gt;Grito para avisá-los do perigo a tempo.&lt;br /&gt;Os arqueiros disparam diversas flechas antes de serem atropelados pelos cavaleiros. Muitos deles cairam, mas ainda restam cavaleiros o suficiente para nos atropelarem também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum barulho na floresta.&lt;br /&gt;Devem estar se recompondo para outra investida.&lt;br /&gt;Mas não podemos nos preocupar com eles... os cavaleiros estão vindo.&lt;br /&gt;Olho para meus soldados, e vejo o temor em seus olhos. O mesmo temor que senti por diversas vezes. E que sinto agora. Ergo minhas espadas, e começo a andar em direção dos cavaleiros, certo da minha morte.&lt;br /&gt;Mas não sem luta.&lt;br /&gt;Então começo a gritar e correr para cima deles. Cerca de dois cavaleiros para cada um de nós. Correndo por entre os corpos, percebo que meus soldados tomam a mesma atitude e, como em uma só voz, avançamos gritando para cima deles. O trote dos cavalos é sentido a cada passada, a cada metro que avançamos. mas só serve de ritmo para as nossas próprias passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deslocamento de corpo, e um cavalo passa ao meu lado deixando o flanco esquerdo do cavaleiro aberto. Ele é golpeado e cai. Outro cavaleiro desfere um golpe com sua espada em mim, mas é bloqueado e golpeado em seguida. Não há espaço para respirar, pois outro cavaleiro se joga em cima de mim, felizmente caindo em cima de minha espada. Me levanto e recebo um&lt;br /&gt;chute de um cavaleiro, que me joga ao chão. Rapidamente rolo para o lado e evito o cavalo que insiste em tentar me pisotear. Acaba de perder uma pata, e leva o cavaleiro ao chão. Um machado o espera. Me levanto coberto por lama e sangue, e vou de encontro a outro cavaleiro. E outro. Seguidamente, vamos acabando com os cavaleiros sem que tenhamos muitas perdas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminou.&lt;br /&gt;Mesmo que ainda hajam inimigos, terminou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos mais condições físicas de continuar.&lt;br /&gt;Ainda me restam uns cento e poucos homens, mas em estado deplorável.&lt;br /&gt;Por mais que tenham fé e confiança, não têm força física.&lt;br /&gt;Nem eu.&lt;br /&gt;Me ajoelho na lama e agradeço por ainda estar vivo.&lt;br /&gt;E por não haverem mais inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já posso voltar para minha casa.&lt;br /&gt;E dormir o sono dos justos.&lt;br /&gt;E dos vitoriosos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-4747041128356548369?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/4747041128356548369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=4747041128356548369&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/4747041128356548369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/4747041128356548369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/guerra-pessoal.html' title='guerra pessoal'/><author><name>Canna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-738459252443803968</id><published>2007-11-08T14:09:00.000-02:00</published><updated>2010-09-21T00:30:51.902-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>wings</title><content type='html'>Estávamos jantando em um restaurante, com um casal de amigos. Falávamos sobre diversas coisas, como músicas, lugares, sensações... sensações diferentes das que eu andava tendo naquele dia. Muito estranhas, como se eu estivesse muito mais leve do que o normal, como se alguns pesos fossem retirados de minhas costas.&lt;br /&gt;Boa música, companhia agradável, excelente comida, a noite estava relaxante, a não ser pelo bate-boca fora do restaurante. Entre uma música e outra, conseguia distinguir umas três pessoas discutindo, mas nada que nos ameaçasse. Até que a porta se abre com um corpo atravessando ela. Prontamente atrás dele, entram umas figuras sombrias, com armas em mãos e gritam frases desencontradas, em um idioma que não conheço.&lt;br /&gt;Pânico. A primeira coisa que aconteceu no restaurante. Pessoas pulando, correndo, gritando e causando um certo desespero nos clientes armados... desespero esse que leva um deles a disparar sua arma. Reação instantânea de todos: clientes ao chão, bandidos atirando para todos os lados, e eu em estado catatônico... os outros, como estão? Me viro para procurar onde estão, e vejo a expressão de pavor no rosto de Clara, a mesma que encontro nos outros rostos... desespero, um misto de descrença com tristeza, e dor... uma dor em minhas costas... como se algo rompesse minha carne e pele, eu me viro e vejo asas saindo de minhas costas! Como pode isso, o que está acontecendo? Com um grito de Clara, eu volto o rosto e encontro seu peito banhado em sangue e um par de asas em suas costas também...&lt;br /&gt;Rapidamente eu falo com ela: "Vamos sair daqui depressa!", e ela instintivamente começa a bater suas asas e sai pelo átrio do restaurante, me arrastando pela mão. Ao forçar um bater de asas, rapidamente meu corpo fica leve e eu tiro os pés do chão... nunca imaginei que voar fosse tão estranho e tão fácil... mas daí vejo Paulo caído no chão e Ana alçando vôo pela janela lateral. Todas essas cenas passam por minha mente como em um filme de ficção, onde eu infelizmente sou parte dele.&lt;br /&gt;Paramos, ou melhor, pousamos em uma esquina perto do restaurante, onde a polícia já se encontra na porta disparando tiros e mais tiros contra qualquer sombra dentro do local, com uma imprudência incrível... Ana e Clara estão chorando muito, com suas roupas ensangüentadas, e eu ainda estou com minhas costas doendo, não conseguindo acreditar no que aconteceu nessa noite... agora, de onde saíram essas asas? Como eu as tinha e nunca percebi nada? Porque elas apareceram justamente agora? Será que só viriam a aparecer em situações de perigo? Mas eu já vivi outras situações piores, como o rompimento daquela corda quando eu fazia rappel... porque isso? Tantas perguntas e tanta gente se aglomerando na porta.... dou uma última verificada no estado das duas, e me cubro com o casaco de Ana para poder chegar mais perto do restaurante...&lt;br /&gt;A cena é horrível: corpos pelo chão, muito sangue derramado, tudo quebrado... parece que passou um mini-tornado pelo local. Diversas ambulâncias com sirenes tocando, um aglomerado de gente parando para ver o acontecido, paramédicos socorrendo as pessoas, uma imagem realmente chocante. Me aproximo um pouco para ver o que de fato restou, tendo cuidado para manter o casaco sobre o par de asas recém-descoberto e vejo a mesa onde estávamos. Estão retirando Paulo de lá em uma maca, que sensação horrível essa...... mais estranho foi ver um dos corpos com meu relógio no pulso! Impossível não identificar um Omega prateado com fundo azul marinho... o meu relógio... mas porque isso? E eu não consigo ver quem está usando ele, pois um lençol está cobrindo quase o corpo todo, e eu estou longe, querendo evitar chegar perto.&lt;br /&gt;Mas tenho que esclarecer isso.&lt;br /&gt;Falo com um médico, mas ele não me ouve. Pudera, com tanto barulho não tinha como me ouvir mesmo. Então eu rumo em direção ao corpo, tentando ver por entre os policiais que estão vistoriando o local. Chegando cada vez mais perto, eu vejo quatro corpos perto da mesa... quatro? Quando a pergunta termina de ecoar em minha cabeça, um dos médicos levanta o lençol e eu vejo o meu corpo no chão! Mas isso não tem sentido, eu estou aqui em pé! Me levanto e começo a andar no meio das pessoas, e ao encostar no ombro do médico para perguntar-lhe sobre o que estava acontecendo, minha mão passa por ele como se ele fosse uma imagem... "Meu Deus, o que está acontecendo aqui, será um delírio?", me pergunto e começo a gritar com as pessoas em minha volta, mas elas não me ouvem... não é possível, não consigo ver saídas, só imagens confusas com médicos e policiais, sangue e cápsulas. Volto correndo para onde estavam Ana e Clara, mas vejo que elas estão sendo amparadas por outras pessoas. Como é possível, porque eu não consigo falar com ninguém?  Continuo andando e observando aquelas figuras ao lado das duas, quando de repente uma delas olha para mim e sem que me diga uma palavra eu começo a perceber o que elas estão fazendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas estão consolando as duas, e vieram para me acalmar também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo quando não consigo falar nada, eu questiono em minha cabeça o porque disso...&lt;br /&gt;E escuto a resposta em minha mente também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vieram explicar o que aconteceu...&lt;br /&gt;As dores nas costas...&lt;br /&gt;As asas nascendo...&lt;br /&gt;Não, não eram asas...&lt;br /&gt;Eram tiros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendi então a dor, o peito de Clara ensangüentado...&lt;br /&gt;E nossa saída do local...&lt;br /&gt;O relógio em outro corpo...&lt;br /&gt;O meu corpo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi.&lt;br /&gt;Entendi, e voamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-738459252443803968?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/738459252443803968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=738459252443803968&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/738459252443803968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/738459252443803968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/estvamos-jantando-em-um-restaurante-com.html' title='wings'/><author><name>Canna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-7396804187938312355</id><published>2007-11-05T23:59:00.000-02:00</published><updated>2010-09-21T00:31:10.245-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>têmpera</title><content type='html'>Criado pela mãe natureza, fui imbuído de minhas características principais e criei minhas qualidades. Convivi com diversos outros elementos, às vezes absorvendo influências deles sem saber se melhoraria ou não.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fui elemento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive exposto às intempéries do mundo, fui tomando uma forma áspera devido às constantes pancadas que levei, mas mantive minhas características intactas, e minhas qualidades aos poucos eram realçadas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fui minério.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirado de onde vivia, passei a ser tratado com ferro e fogo. Chiava e reluzia a cada pancada que tomava, sentindo em minha pele toda a dor possível... sem perceber que todo esse ferro e fogo estavam me moldando, me dando a forma que eu teria por um bom tempo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fui barra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito para um determinado objetivo, não questionava meus afazeres. Por definição fui moldado para um destino, por criação tinha minhas melhores características realçadas... mas por inoperância fui deixado de lado, fadado a pequenas tarefas não menos nobres porém aquém das minhas capacidades.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fui punhal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ápice da batalha, fui retirado de meu lugar e fui moldado a ferro e fogo novamente, mas dessa vez tive a orientação de um profissional que sabia obter de minhas qualidades o melhor desempenho possível sem destruir minhas características originais.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fui espada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estou em um pedestal, acima da lareira, contemplando a vitória daquele que me empunhou e certo de que cumpri meu dever com honra e dignidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hoje sou troféu.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-7396804187938312355?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/7396804187938312355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=7396804187938312355&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7396804187938312355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/7396804187938312355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/tmpera.html' title='têmpera'/><author><name>Canna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-5127464894053487727</id><published>2007-11-05T22:44:00.000-02:00</published><updated>2010-09-21T00:31:10.248-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>precisão</title><content type='html'>A luz bate em meu rosto, hoje com mais intensidade do que nos outros dias. Eu me levanto, lavo meu rosto com um resto de água que ainda tem na bacia, olho para a janela e percebo que o dia está radiante. "Um belo dia para se morrer", eu penso. Olho para as minhas armas e começo a me preparar para assumir meu posto como Capitão da Guarda Real. Um renomado general de batalha, com inúmeras guerras pela vida, uma fortuna em recompensas e trabalho duro. Pra quê? Pra ter a vida arruinada em um único movimento. É só o que eu tenho a fazer. Basta usar meu nome para acabar comigo mesmo.&lt;br /&gt;Me visto como se estivesse entrando em minha própria cova, colocando todos os meus adornos e condecorações. Um punhal em cada bota. Uma espada atravessada nas costas. Minha espada de família embainhada à minha esquerda. Meu manto, o manto Real sob meus ombros. Lentamente cada um desses itens montam a minha pessoa e a minha honra.&lt;br /&gt;Caminho pelos os guardas, olhando as tapeçarias do castelo, os empregados, as paredes ainda destruídas pelos ataques de ontem... infelizmente não terminaram, mas nos deram uma chance de reunirmos nossos exércitos e esperarmos os reforços que estão à caminho. Meus soldados estão revezando na guarda do castelo, mantendo os portões da cidade em constante vigília. Entro na sala de guerra, onde os conselheiros do rei já estão sentados em suas cadeiras. Junto com eles temos o alto conselho de magia e o clericato do reino. E ao centro, o rei. Meu rei. Que tantas vezes me salvou em batalhas, que tanto lutou ao meu lado. E que agora está à minha frente, me tendo como um de seus principais homens.&lt;br /&gt;E eu tento parecer uma pessoa na qual ele pode confiar.&lt;br /&gt;Ele começa a falar, eu não presto atenção.&lt;br /&gt;Tudo o que eu ouço são as palavras do conselheiro em minha cabeça.&lt;br /&gt;Tudo o que eu vejo é a minha família, as minhas terras.&lt;br /&gt;Tudo o que eu ouço são as ameaças dele.&lt;br /&gt;Ele me ameaçou.&lt;br /&gt;Ameaçou aos meus.&lt;br /&gt;Eu não posso fazer nada.&lt;br /&gt;Eu tenho a minha palavra, minha honra.&lt;br /&gt;Eu o olho fixamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olha o outro conselheiro, que lhe acena com a cabeça.&lt;br /&gt;É o sinal? São os dois? Não é possível!&lt;br /&gt;Ele me avisa que é a hora e aponta para o rei.&lt;br /&gt;Eu abaixo a minha cabeça.&lt;br /&gt;Eu contenho o choro.&lt;br /&gt;Eu levanto a minha perna.&lt;br /&gt;Eu penso em minha família.&lt;br /&gt;Eu alcanço meu punhal.&lt;br /&gt;Eu penso em minha honra.&lt;br /&gt;Eu alcanço meu outro punhal.&lt;br /&gt;Eu penso na minha palavra.&lt;br /&gt;E atiro.&lt;br /&gt;Os punhais acertam seus alvos em cheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conselheiros caem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me levanto sob a mira das flechas dos guardas, com o corpo todo tenso e com uma lágrima descendo sobre minha armadura. O mago-conselheiro e o sacerdote se levantam e mandam os guardas abaixarem as armas. O rei me questiona sobre a minha traição. O sacerdote lhe esclarece que não foi traição. O mago lhe mostra que eu salvei a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu recupero minhas energias e falo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Traição maior foi a que eu cometi antes de entrar nessa sala, meu rei. Traí a minha honra e a minha crença. Traí meus princípios, traí a minha mente. E ia trair meu reino."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Mas vi que não posso nunca trair minhas convicções."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-5127464894053487727?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/5127464894053487727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=5127464894053487727&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/5127464894053487727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/5127464894053487727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/preciso.html' title='precisão'/><author><name>Canna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-5745927255081416223</id><published>2007-11-04T10:45:00.000-02:00</published><updated>2010-09-21T00:31:10.260-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>vodca.txt</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://farm3.static.flickr.com/2224/1805923333_430a19e5b3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://farm3.static.flickr.com/2224/1805923333_430a19e5b3.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ele chega em casa, pendura as chaves do carro e joga o tênis em um canto qualquer. Tira a camisa, vai até a cozinha, coloca uma talagada de vodca no copo, umas pedras de gelo, pega o caderno velho e amassado, senta no sofá e... bebe um bom gole. Não consegue escrever nada. Tudo o que ele consegue fazer é rabiscar uns desenhos sem sentido que ele jura ser um tribal irado, mas as letras não aparecem no papel. O pensamento gira em torno de uma única coisa, uma única mulher.&lt;br /&gt;“Porque não escrever sobre ela então?”, ele pensa. Mas pensar é fácil, ele vem pensando nela desde a sexta-feira passada, mas escrever são outras palavras. Ou uma ausência delas. “Ela poderia me ligar para dar notícias...”, imaginando o telefone tocando agora, mas nada acontece. Nada. Nenhuma ligação, nenhuma mensagem, nenhuma vodca no copo. Ele vai até a cozinha e busca a garrafa, para evitar que se levante e perca o raciocínio... que não existe. Ele acende um cigarro, na vã esperança de ver alguma coisa na fumaça dele. O céu continua cinza, com ares de que vai chover, mas o calor é tanto que ele acha impossível alguma gota d’água chegar a encostar no chão.&lt;br /&gt;Ele resolve colocar um cd. Música sempre ajudou. Enquanto as músicas passam, o cigarro acaba junto com a vodca e a paciência. Então ele resolve escrever sobre ele. Claro, nada mais fácil do que colocar no papel o que ele está pensando. Começa a escrever um texto estranho, em terceira pessoa, como se ele estivesse relatando algo que alguém fez. Ok então, definido o rumo da prosa, ele quer ver aonde isso vai parar.&lt;br /&gt;Ele começa do início, relatando que não havia encontrado sua namorada, então resolve voltar pra casa sem notícias. Tosco. Ficou emo demais pro gosto dele. Então ele risca tudo e recomeça sem essa parte. Ele relata a chegada dele em casa, o que ele fez, o que ele viu, o que sentiu, o que bebeu... mas tinha ficado muito detalhado. “Cacete, esqueci como se escreve!”. Então ele arranca a página, atualiza a nicotina e o álcool em sua mente, e parte para escrever, desta vez começando em casa mesmo. Então ele escreve uma meia dúzia de linhas e se acha o Dan Brown de Brasília. Até o momento em que ele lê o que escreveu e percebe que ele não passa de um aluno de quinta série escrevendo seu dia-a-dia no diário. Arranca e amassa a folha de papel.&lt;br /&gt;Novamente, ele tenta escrever. Mais uma meia dúzia de linhas, e o texto parece ter sido retirado de um tratado de filosofia.&lt;br /&gt;Outra folha arrancada.&lt;br /&gt;Então ele resolve contar do jeito mais fácil.&lt;br /&gt;"Ele chega em casa, pendura as chaves do carro e joga o tênis em um canto qualquer..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-5745927255081416223?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/5745927255081416223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=5745927255081416223&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/5745927255081416223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/5745927255081416223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/primeira-postagem.html' title='vodca.txt'/><author><name>Canna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm3.static.flickr.com/2224/1805923333_430a19e5b3_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-1114818510139649062</id><published>2007-11-03T23:20:00.000-02:00</published><updated>2010-09-21T00:31:10.264-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>CALA A BOCA, TRAVESSEIRO!!!</title><content type='html'>Sexta-feira. Chego em casa cansado demais pra pensar em alguma coisa, pedir  alguma comida ou até mesmo manobrar o carro. Aperto um botão e o carro entra na  garagem, se estaciona, me lembra das compras no porta-malas, me mostra que os  pneus estão precisando ser trocados e que estão com 22 libras de pressão, me  avisa que eu tenho que trocar o óleo na semana que vem, e ainda grita lá de  longe que eu só tenho mais cinco litros de gasolina no tanque. Eu,  inconscientemente, grito para o carro que amanhã eu encho a porra do tanque.  Aproveito pra dar um sorriso amarelo pro vizinho, que conversava com sua perua.  O carro, não a esposa. É humanamente impossível ter uma conversa racional com um  carro, como o vizinho consegue ainda rir de uma piada automotiva? Bom, não quero  entender, senão corro o risco de acabar meus dias trocando idéias com um  patinete. Entro no elevador, ela (sim, uma voz feminina, "a elevadora"...  sugestivo isso...) bom, ela me dá boa noite, elogia meu perfume, me diz que meus  filhos já chegaram em casa, minha empregada saiu oito vezes acompanhada do  lavador de carros, meus pais virão almoçar comigo na terça-feira que vem, o  microondas queimou mas a assistência técnica vem buscá-lo amanhã, e minha esposa  chegou em casa acompanhada de uma amiga muito bonita mas extremamente desbocada.  Eu olho pro alto-falante e agradeço gentilmente a mocinha pelo relatório  detalhado da minha vida, para mim e para as outras duas vizinhas que estavam ao  meu lado fingindo não ouvir nada e tentando não rir muito alto. Saio do elevador  rumo ao meu apartamento, chego perto da porta e... ela não se abre. Por um  instante eu coloquei a mão no bolso procurando a chave, mas eu me esqueci que  não existem mais chaves, existe a biometria. Meu corpo é a chave. Tá, é uma  chave enorme, eu sei, mas é a chave, a única que eu preciso. Chego mais perto e  digo o meu nome. Ela, a porta, me diz que a identificação vocal é positiva, mas  ela precisa de mais algumas informações para comprovar a minha identidade. Eu  resmungo e olho pra ela novamente. Tá, tá, vamos lá.&lt;br /&gt;- Nome da sua filha  caçula?&lt;br /&gt;- Giulia.&lt;br /&gt;- Certo. Nome do seu gato?&lt;br /&gt;- Que gato o quê,  porra!&lt;br /&gt;- Certo. Comida que eu... quero dizer... sua esposa comeu na primeira  vez que vocês se encontraram?&lt;br /&gt;- Uai, que diabos de pergunta é essa? Eu não  cadastrei nada assim!&lt;br /&gt;- Errado. Por favor responda a pergunta formulada.&lt;br /&gt;-  Eu vou lá saber que diabos foi o que eu comi naquele dia! Pão com ovo frito,  porra!&lt;br /&gt;- Errado. Por favor responda a pergunta formulada.&lt;br /&gt;- Ai  cacete...&lt;br /&gt;- Errado. Por favor responda a pergunta formulada.&lt;br /&gt;Começo a  esmurrar a porta até levar um choque na mão e voar longe. Minha esposa abre a  porta e, assustada, me pergunta sobre o que está acontecendo aqui. Eu me levanto  e pergunto quem mudou as perguntas cadastradas, obviamente me esquivando de ter  que explicar o fato de que eu não tinha a menor idéia do que eu comi no dia que  a conheci. Ela recolhe as coisas caídas e entra em casa, sussurrando alguma  coisa para a porta e me olhando com um olhar de quem sabe o que comeu no dia que  me conheceu.&lt;br /&gt;Coloco as compras na geladeira, ela alegremente me agradece mas  me lembra que eu não comprei o leite do André e as frutas estão muito abaixo do  padrão normal. Eu educadamente informo à dona geladeira que eu não encontrei o  leite que o meu filho toma e que as frutas eram as melhores do mercado. Ela  graciosamente insiste em me informar que as frutas pesquisadas por ela estavam  perfeitas quando a lista fora impressa pela manhã, e o mercado informado por ela  ainda tem o leite para vender. Eu gentilmente rosno para ela que não tive tempo  para ir ao supermercado recomendado por ela. Me viro e deixo ela na cozinha  falando sobre a importância de termos uma banana não muito madura ou coisa  assim. Passo pela sala, a televisão me diz que o meu programa preferido vai  começar em dez minutos. Eu mando ela gravá-lo. Então ela me informa que o jornal  da noite irá passar logo em seguida. Eu mando ela gravá-lo também. Ela me  informa que ao terminar o jornal irá passar um filme interessante, e eu mando  gravar tudo até a meia-noite e saio da sala. Entro no quarto, arranco as minhas  roupas, deixo no canto do quarto e me jogo na cama. A luz vai se apagando, uma  música baixinha entra em cena, a cama resolve massagear minhas costas... tudo  extremamente perfeito. Até a hora em que o travesseiro me informa que a terra em  minha roupa não sairá quando for lavada em minha casa, mas a lavanderia já foi  informada e amanhã às oito da manhã eles virão pegar a roupa suja. Eu mando  cancelar, porque ninguém merece acordar às oito da manhã no sábado. Então o  travesseiro remarca para o domingo, às oito da manhã. Eu mando ele cancelar  novamente, porque domingo é domingo, porra! Ele me informa então que a roupa  pode ser lavada em casa com a ajuda de um sabão em pó mais eficiente. Eu mando  comprar essa merda e entregar aqui em casa. Então meu travesseiro me informa que  já substituiu o sabão em pó da minha lista de compras, e que isso implicaria em  um aumento de R$ 80,00 na compra mensal. E que já mandou entregar uma caixa em  casa. Em meia hora deve estar chegando. E debitaram em minha conta corrente. Ah,  e teve um acréscimo de R$ 10,00 pela entrega. Então o valor foi de R$ 30,00. Com  isso o meu saldo... e nesse momento eu mando o filho da puta calar a boca,  arranco o abajur da mesinha, espanco o maldito travesseiro, arremesso ele pra  dentro do banheiro, visto minhas roupas sujas e vou à um boteco comer um pão na  chapa.&lt;br /&gt;Sem chip.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-1114818510139649062?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/1114818510139649062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=1114818510139649062&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1114818510139649062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1114818510139649062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/cala-boca-travesseiro.html' title='CALA A BOCA, TRAVESSEIRO!!!'/><author><name>Marcelo Cannalonga</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-8493682511657256896</id><published>2007-11-03T23:11:00.000-02:00</published><updated>2010-09-21T00:31:10.267-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>o bilhete</title><content type='html'>Ganhei!&lt;br /&gt;Ganhei na megasena!&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;Vou pra casa dos meus pais  contar a novidade!&lt;br /&gt;Vou guardar bem o bilhete.&lt;br /&gt;Pronto. Tá escondido na  carteira.&lt;br /&gt;Mas eu posso ser assaltado e me levarem a carteira...&lt;br /&gt;Então vou  deixar no bolso mesmo.&lt;br /&gt;Mas e se o bolso tiver um furo que eu não sei?&lt;br /&gt;Tá,  vou colocar na meia então.&lt;br /&gt;Mas e se eu pisar em uma poça d'água?&lt;br /&gt;Melhor  levar dentro da cueca então.&lt;br /&gt;Nah... melhor não sair de casa.&lt;br /&gt;- Alô, mãe?  Tudo bem? Preciso que vocês venham até aqui em casa.&lt;br /&gt;- Oi filho. Aconteceu  alguma coisa?&lt;br /&gt;(Eita... e se o telefone estiver grampeado?)&lt;br /&gt;- É...  aconteceu sim, mas é melhor vocês virem pra cá.&lt;br /&gt;- Fala logo o que houve, meu  filho!&lt;br /&gt;- Não posso falar mãe. Cata o pai e vem pra cá agora!&lt;br /&gt;- Ai meu  Deus, tá bom!!&lt;br /&gt;Pronto, tô seguro.&lt;br /&gt;Mas tem muito barulho no corredor...  será que estão cercando o apartamento?&lt;br /&gt;Vou ver... mas tá escuro demais. Deixa  eu abrir a porta. Não, vai que estão me esperando do lado de fora? Já sei,  mandar o porteiro subir.&lt;br /&gt;Pronto, acendeu a luz, não tem ninguém.&lt;br /&gt;- Nada  não, seu Zé. Já resolvi. Brigado.&lt;br /&gt;- Pelamordedeus... me fazer sair da  portaria pra nada... ai ai ai...&lt;br /&gt;Agora sim, não tem ninguém no corr... opa, o  elevador! Tá abrindo! Num dá tempo de entrar em casa! Vou ficar aqui perto da  lixeira então!&lt;br /&gt;- Ué, o que vc tá fazendo aí na lixeira?&lt;br /&gt;- Eu? É... jogando  o lixo fora.&lt;br /&gt;- Dentro da lixeira?&lt;br /&gt;- Tava vendo se tem ventilação o  suficiente...&lt;br /&gt;- Eu hein...&lt;br /&gt;Argh, ô cheiro ruim! Pelo menos não era  ninguém, era só a vizinha. Mas ela deve ter desconfiado de alguma coisa...  afinal de contas, ninguém fica dentro da lixeira... será que ela deve ter notado  que eu estou diferente? Melhor voltar pra casa.&lt;br /&gt;Ué, tem 12 chamados e um  recado na secretária eletrônica. Alguém grampeou a ligação! Já sabem de tudo!  Deve ser uma mensagem de ameaça! Ai meu Deus, não vou nem ouvir! Vou desligar o  telefone da parede! Aí eu fico só com o meu celular... falando nele... cadê ele?  Num tá na sala, nem no meu quarto. Putz, será que deixei no carro? E eu nem  posso ir lá pegar ele. Vai que estão vigiando a garagem? Já sei, vou ligar pra  ele e ver se ele toca aqui em casa, aí os problemas estão terminados. Mas é  estranho... não tá dando sinal de ligação... será que... ai caceta, cortaram a  linha telefônica! É a primeira coisa que eles fazem! Cortam o telefone pra que a  gente não tenha como pedir socorro! E agora?? Meu carro vigiado e provavelmente  tem alguém dentro dele esperando só que eu entre e saia da garagem! Então o  corredor estava vigiado e eu não percebi! Devem ter colocado alguma câmera na  porta da escada de incêndio! É isso, eu posso sair pela saída de incêncio. Mas  aí eu iria pro telhado ou pra garagem? Na garagem devem estar vigiando o meu  carro, mas não a porta de incêndio.&lt;br /&gt;É uma idéia, já que não tem telefone  nenhum aqui. Então é isso, eu vou pela saída de incên... uai, o celular tá  tocando? Mas aonde? É do vizinho, só pode... mas tá muito alto... eitaporra, é  aqui em casa! Cadê o viado? Caraio, onde ele tá tocando? No banheiro! Mas que  kátzu que ele tá fazendo no banheiro?&lt;br /&gt;Putz, desligaram. Eita, foi o meu pai  quem ligou! O que aconteceu?&lt;br /&gt;- Oi pai, o que foi?&lt;br /&gt;- Oi... eu tentei ligar  na sua casa e ninguém atendeu, liguei no celular e ninguém atendeu, aí sua mãe  desesperou e a gente acabou saindo do controle junto com o carro e aí...&lt;br /&gt;-  Pai, conta logo o que houve, pow!&lt;br /&gt;- É que a gente bateu o carro porque ficou  preocupado com o que você falou no telefone...&lt;br /&gt;- BATERAM O CARRO?? AONDE FOI  ISSO?? ESTOU INDO PRAÍ AGORA!!! Peraí, eu não posso ir até aí... pai, pega um  táxi e vem pra cá agora.&lt;br /&gt;- Mas eu deixei o dinheiro em casa, porra! Como eu  vou pegar um táxi???&lt;br /&gt;- Pai, eu pago. Não preocupa.&lt;br /&gt;- Mas como, se você me  pediu grana pra pagar o aluguel semana passada????&lt;br /&gt;- PAI, EU PAGO! PAGO O  ALUGUEL, O APÊ, COMPRO O TÁXI, MAS VEM PRA CÁ AGORA, PORRA!!!&lt;br /&gt;- Tá, tá, tá...  mas o que tá acontecendo, filho? Você tá mexendo com drogas? Pegou dinheiro com  agiota? Pode falar, filho... a gente entende...&lt;br /&gt;- CARAIO, PAI! Quer fazer o  favor de vir pra cá? Não é nada disso...&lt;br /&gt;- Então diz o que é,  pelamordedeus!&lt;br /&gt;- EU GANHEI NA MEGASENA, PAI! É ISSO! GANHEI SOZINHO NA  MEGASENA! PRONTO! É ISSO QUE VOCÊ QUERIA OUVIR, ENTÃO EU FALO!  GANHEEEEEEEEEEEIIIII SOOOOZIIIIINHOOOOOO NAAAAAAA MEGASENAAAAAAAAA!!!!!!!!!&lt;br /&gt;-  Meu filho, fala baixo! Não fica falando isso alto e nem pelo telefone! Pode ser  perigoso!&lt;br /&gt;- [CLANC!]&lt;br /&gt;- Filho? Alô, filho? Filhoooo....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-8493682511657256896?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/8493682511657256896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=8493682511657256896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/8493682511657256896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/8493682511657256896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/o-bilhete.html' title='o bilhete'/><author><name>Marcelo Cannalonga</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-2204083370140486590</id><published>2007-11-03T22:51:00.000-02:00</published><updated>2010-09-21T00:32:02.534-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu'/><title type='text'>auto-talk</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Oi, posso sentar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Err... pode, mas quem é  você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Eu sou você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Como assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Vim conversar  contigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Mas assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- É que resolvi sair e bater um papo contigo fora da nossa  cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Interessante, mas o que é que eu... ou  você... ou eu mesmo quero falar comigo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Relaxa,  meu... sempre que eu falo contigo é te dando esporro, mas hoje é só pra bater  papo mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Como assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Eu estou escrevendo um livro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;-  Eu tamb... tá, continua...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Desculpa, eu sou meio  egoísta de vez em quando. Nós estamos escrevendo um livro e eu achei  interessante conversar com alguém como você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;-  Olha, na boa, eu acho que eu não tenho muita coisa a acrescentar ao meu  livro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Claro que tem, ow!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Calma aí, meu... você não acha que se eu pudesse eu já não teria  feito isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Quem nos garante?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Eu. Ou você. Nós.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;- Quer ver só? Eu passei um bom tempo vendo  como você escreve...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Pelo menos uns trinta anos,  né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Palhaço... presta atenção,  pow.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Ehehe... tá, continua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Então... você tem alguns traços interessantes que eu... que nós  podemos colocar no livro. Como o teu cinismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;-  Eu? Cínico? Nah... nem!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Claro que é! Te lembra  quando você disse que teu chefe era um idiota?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;-  Quando isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Naquela reunião, onde estávamos  falando dos chefes anteriores, que você disse que qualquer idiota que estivesse  naquele cargo faria o mesmo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Putz, mas eu nem  tive a intenção de chamar ele de idiota!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Qual é,  meu... claro que teve. Eu tive!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Tá... tivemos  sim, mas não naquela hora...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Mas chamou. E fez  parecer que foi "en passant".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Foi interessante,  ehehe...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Poizé... esse nosso cinismo poderia ser  colocado em um dos personagens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- É verdade.  Ficaria interessante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Tô  falando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- O que mais você vê em  nós?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Em você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Em  nós, né...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Mas eu estou analisando você, mesmo  eu sendo você. Então você é você por enquanto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;-  Eita... tá bom. O que mais você vê em mim, já que passou todo esse tempo me  analisando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Bom, você tem um sério problema em  se fechar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Você sabe muito bem o porquê  disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Sei, mas não concordo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Tenho meus motivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Mesmo  sabendo que isso não é bom?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;-  Mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Taí outra coisa, você é irredutível nas  suas decisões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Pow, você sabe que eu tomo minhas  decisões depois de analisar todas as saídas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Mas  não leva em consideração as novas situações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- De  que adianta, se a decisão já foi tomada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Ô  cabeça-dura... claro que adianta! E se forem coisas que você não sabia antes, e  que te levaram a tomar a pior decisão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Isso já  aconteceu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Claro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Quando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Péssima memória... outro  problema...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Isso eu já sabia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- E infelizmente não temos como mudar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Tá... cínico, irredutível, cabeça-dura, esquecido... que  mais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Acomodado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;-  Acomodado??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Acomodado, preguiçoso, grosso,  impulsivo às vezes, temperamental, complicado, moroso, estourado, estressado,  nervoso...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Iau!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;-  Tem mais...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Nem precisa, meu... você já listou o  suficiente pra me deixar deprê!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Tem mais, mas  não são defeitos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Ainda bem,  né...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- E nem vem, que você não fica  deprê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- É verdade...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- É alegre, compreensivo, inteligente, questionador, curioso ao  extremo, atencioso, gente boa, tem cara de confessionário, é amigo,  companheiro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Ehehehe... que  mais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Só  essas qualidades?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- As mais  visíveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Não tem mais não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Tem, ow... mas não vou listar todas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Pow, diz aê!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;-  Carente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- É qualidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Defeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Mas cadê as outras  qualidades?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Olha a carência  aí...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Eu gosto de ser elogiado,  ehehe...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Narcisista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Pow, fala sério! Narcisista?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Ao  extremo. Quando você quer, você é sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Gordo  desse jeito? Qualé...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Isso é resultado da sua  acomodação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Você sabe muito bem do problema que  eu tenho!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Hiperabsorção alimentar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Exatamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Facilmente  resolvível...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Cirurgia do estômago, né? Você  sabe que eu morro de medo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- E o tratamento a  longo prazo? Hein?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Mas demora...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Se tivesse feito a uns dois anos atrás, hoje estaria  bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- É verdade...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Morosidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Tá tá... mas eu tô  me organizando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Já não era sem  tempo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Tá bom, ow... que mais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Acho que só isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;-  Acabou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- É...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Ah,  nem vem... vai me dizer que não tem mais nada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;-  Tirando a loucura, só isso mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Loucura todos  nós temos um pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Senão nós explodimos,  ehehe...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- É verdade... já vivemos num stress  danado, então temos que extravasar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Mas não  precisa chamar o chefe de idiota, né...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;-  Ehehehehehe... tá bom, vou moderar meus comentários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Duvido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Quer  apostar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Quero. Aposto vinte  quilos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Nah... você sabe que isso é  complicado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- Sei mesmo, ehehe... por isso que eu  apostei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;- Palhaço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;- É você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;-  Huahuahuahuahauhauhauahuahuahuahauhauahua!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;-  :]&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-2204083370140486590?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/2204083370140486590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=2204083370140486590&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/2204083370140486590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/2204083370140486590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/oi-posso-sentar-err.html' title='auto-talk'/><author><name>Marcelo Cannalonga</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1580436839842879076.post-1704535312606089572</id><published>2007-11-03T22:39:00.000-02:00</published><updated>2010-09-21T00:32:09.965-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas'/><title type='text'>wordless...</title><content type='html'>Em dois meses de esperanças, em todas as vezes que ele olhava para a janela  esperando que ela aparecesse nem que fosse para lhe atirar um tijolo, ele  percebia uma cortina se mexendo no prédio em frente. Nada muito gritante, mas  sutil o suficente para ser perceptível. Ele nunca se importou com isso, até que  hoje ele viu uma mulher por trás da cortina balançando. Isso chamou a atenção  dele de uma forma diferente, pois aquela cortina balançando agora tinha um rosto  feminino e cabelos compridos. Ele ficou parado olhando para aquela movimentação  por uns quinze minutos, e a cortina continuava a esconder alguém. Ele resolve  então acenar para a cortina. Nada. Ela havia parado de balançar. Pensou então  que estivesse surtando ou que a lazanha do almoço não havia caído muito bem. Mas  ele não estava louco ainda: um braço sai de trás da cortina e acena de volta!  Junto com o braço, uma mulher ruiva sai da cortina e resolve deixar um sorriso  acompanhar o aceno. Ele fica contente em saber que não está louco, e mais ainda  por saber que alguém enfim resolveu lhe sorrir. Ela dá uma meia volta e entra no  apartamento de repente, sem o deixar expressar o quanto ficou feliz com esse  pequeno gesto. "O que será que eu fiz?", pensa logo, e logo em seguida, ela  aparece com um vestido vermelho, ao invés do moleton que estava antes. "Que  legal, ela foi se arrumar para mim!", ele pensa. E não poderia deixar isso  assim, oras. Ela foi se arrumar para ele, então o mínimo que poderia fazer era  tirar esse casaco surrado e colocar uma camiseta mais decente. E foi o que ele  fez. Entrou para o quarto, arrancou o casaco e a bermuda, e vestiu uma calça  jeans e uma camiseta. Ah, e penteou o cabelo. Por um segundo pensou em escover  os dentes também, mas achou desnecessário. Então voltou, e ela estava lá,  parada, durinha, estática, do mesmo jeito que ele a havia deixado. Se apresentou  com uma reverência e arrancou uma risada dela, que também se apresentou  arqueando o corpo e segurando o vestido em reverência também. Pronto. Haviam se  tornado amigos agora, depois de devidamente apresentados. Ela se vira e pega  alguma coisa. Um copo. Levanta e oferece um gole de alguma coisa inimaginável  àquela distância. Ele agradece, se vira e pega um copo com... com um resto de  coca-cola de ontem. Ela está longe mesmo, não vai imaginar que diabos está aqui  dentro. Então levantam os copos e se saúdam. Ele acha tudo isso muito divertido,  como a muito tempo as coisas não eram divertidas para ele. De repente, ela se  vira e desaparece. Ele espera, sabendo que ela não vai deixar ele ali por muito  tempo. E estava certo, ela volta rapidamente com um telefone celular em mãos.  Olha para mim com um olhar triste, manda um beijo e diz que precisa ir.  Certamente algo aconteceu, e estava relacionado com a ligação telefônica. Eu  entendo, mando um beijo e aceno dizendo que amanhã estarei aqui novamente. Ela  sai, fecha a janela da varanda e deixa ele olhando o céu, com uma cara de  criança que acabou de correr na chuva. Aquele era um momento único para ele, um  momento de carinho e atenção que a muito tempo ele precisava. Ele estava tão  feliz, que nem percebeu o seu telefone tocando. QUando ele esboçou uma reação  para ir atender, ele pára de tocar. Então ele ouve uma porta de carro batendo  com raiva, e vê o carro dela embaixo do prédio! Em dois meses, foi o único  momento que ele teve de proximidade com ela! E ela arranca com o carro, quase  batendo em outro carro, visivelmente transtornada! Ele estava quase pensando em  tomar o rumo da porta do apartamento, mas resolveu ficar na varanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele  decidiu apreciar por inteiro o único momento de alegria que tivera nesses dois  meses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1580436839842879076-1704535312606089572?l=sfinen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sfinen.blogspot.com/feeds/1704535312606089572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1580436839842879076&amp;postID=1704535312606089572&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1704535312606089572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1580436839842879076/posts/default/1704535312606089572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sfinen.blogspot.com/2007/11/wordless.html' title='wordless...'/><author><name>Marcelo Cannalonga</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
